16 de fevereiro de 2012

O QUE ACHO


Há, no ar, além dos aviões de carreira, um evidente desencanto com a marcha dos acontecimentos. Marcha prá frente, bem entendido. Por que, não existe democracia sem oposicão. Esta, porem, precisa ser inteligente, isenta de preconceitos e capaz de separar o joio ( a juizo dela) do trigo. A meta é, ou deveria ser, o progresso da Pátria. Criticar, oferecer alternativas válidas, tudo bem. Agora, torcer contra, francamente…

No momento em que o país vai assumindo a posicão de ator global no primeiro escalão, seria mais do que razoável que, sem renunciar ao papel de opor-se, houvesse uma espécie de todos juntos vamos, em lugar dessa coreografia maiqueljequesoniana de passos prá trás.

Até gostaria de estar completamente errado, mas… Mas de quem estou falando? Da mídia em geral, com as excecões de praxe.

É sabido que, para além da lenga-lenga dos manuais de redacão, a imprensa é um negócio. Se você tem dúvida, leia o depoimento de Alberto Dines, homenageado pela ABI no seu Jornal deste mês.

Jornalista desde 1948, publicitário, relacões públicas, executivo de empresa multinacional, conheci, participei desse mundo nos dois lados do balcão. Sei o que vi e ouvi e acho o seguinte : existem os negociantes e existem os idealistas, os que estão a servico de um ideal e os que praticam uma oposicão burra.

Pelo que leio, deduzo que : Waldemar Fiuza, Marco Antonio Rocha, Miriam Leitão, Demétrio Magnoli, Merval Pereira, Dora Kramer, Zuenir Ventura; e abaixo deles : Ricardo Noblat, Nelson Motta e Arnaldo Jabor (Todos – os primeiros e os subs – somados, como oposicão, não dão nem meio Carlos Lacerda. É o que acho.

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LICÃO

“Primeiro é querer estudar. Tem que ter aquela forca interior, essa tem que vir dos pais, ou da gente mesmo. Tem que ter coragem.”

“…Porque ninguém cala a boca de quem sabe.”

Graca Foster

Presidente da Petrobrás

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14 de fevereiro de 2012

VALENTINE ‘S DAY

Não vivo no passado, não vivo do passado, porém não rejeito certas lembrancas. Por exemplo: Hoje é o dia de São Valentim. Êle é o padroeiro dos namorados. É venerado particularmente nos países do Hemisfério Norte. Sei disso por que Hollywood, nos áureos tempos costumava lembrá-lo em filmes romanticos e, se não me falha a memória, Bing Crosby cantava uma cancão especialmente composta para comemorar o “dia dos namorados”, 14 de Fevereiro.

Para além do cinema tive uma experiencia pessoal, em 1974. Conheci uma jovem senhora finlandeza que viera para o Congresso Mundial do Livro Infantil e Juvenil. Membro do Comitê organizador, convidei-a e ao pai dela, e a Leny Werneck, para jantar em minha casa. Houve entre ela e eu, um encantamento que durou menos do que as rosas de Malherbe, mas resultou em um mimo que ela me mandou da Suica. Um pequeno cake com forma de coracão do “Dia de São Valentin~. Sem qualquer palavra. O meio era a mensagem. Vive l’amour!

criado por rubens_n    14:49 — Arquivado em: Sem categoria

MÚSICA, DIVINA MÚSICA

Por intermédio de Nancy Marques tive em mãos o livro “Paulo Moura um solo brasileiro”. Li e confirmei : não há substituto para o amor no relacionamento - homem, mulher ou qualquer outro relacionamento. O músico em questão era o filho mais novo de uma grande família – preta e pobre – lá de São José do Rio Preto – SP que emigrou para o Rio na década de 40 e fixou-se inicialmente na Tijuca, bairro-mãe da música popular na era pré-bossa nova.

A mãe, o pai, os nove filhos e filhas construiam uma família onde reinava o Amor e a Solidariedade.

Paulo Moura é uma excecão no meio musical. Foi bom profissional – clarinetista, saxofonista, compositor, arranjador, maestro – teve prestígio e reconhecimento. Mas o que melhor lhe aconteceu foi ter uma companheira – Halina Grynberg – que o amou profundamente e presentiou-nos com um relato íntimo, minucioso, apaixonado, colhido em entrevistas com ele. Profissional da psicanálise, ela adotou o processo mailutico,  para extrair do marido – provalmente acamado pela doenca que tão cedo o levou – lembrancas, pensamentos, detalhes, licões dos seuds métodos de criacão, coisa que se bem recordo – somente aconteceu com Goethe o escritor alemão, há trezentos anos, o qual, nove anos antes de morrer, ao 83 anos, conheceu Johnn Peter Eckermann.

“Conversacões com Goethé, de Eckermann é um livro revelador da intimidade de dois homens e artistas. No caso, Paulo Moura diz, na página 112, a propósito do encontro feliz, (…). “Demorou até eu encontrar minha ruiva polonesa, não é?”Feliz dele, por que a senhora Halina Grynberg foi, como Eckermanna para Goethe o cirineu que todos gostariam de encontrar nas caminhadas desta vida. As entrevistas foram realizadas entre 2008 e 2009. Paulo Moura morreu em 12 de julho de 2010, aos 77 anos.

Sou jejuno em música como em muitas outras coisas. A vida fez-me conviver com artistas da música e, pelo menos aprendi a solfejar discretamente. Após ler o livro e ouvir o CD que vem apenso na contra-capa do livro, concluido pelo amigo de fé André Sanches, lamento nunca ter assistido a um recital de Paulo Moura. Uma vez, somente uma vez, há séculos, vi-o a caminho do Municipal ou do consultório do dentista que cuidava de seu sorriso, dr. Elmar, no 6º. Andar do Edifício que desabou recentemente, na avenida 13 de Maio, no centro do Rio. O alfa ne o Omega : Donato, tão citado no livro, é cliente de Elmar, em Ipanema…

criado por rubens_n    14:44 — Arquivado em: Sem categoria

PAI ESCRITOR, FILHO ESCRITOR - 3 EXEMPLOS

Bem nossos. Érico Veríssimo: Luiz Fernando Veríssimo; Graciliano Ramos; Orígenes Lessa; Ivan Lessa. Do primeiro conheco uma história que talvez nem o filho saiba.

Quem me contou foi um colega de ginásio do autor de “O tempo e o vento”. Os dois meninos, dirigiam o jornalzinho da Escola, na cidade onde nasceram : Cruz Alta – RS. Detalhe: quem redigia era meu amigo e Érico Veríssimo fazia as ilustracões.  (Em toda a sua vida, Erico, antes de escrever o texto, rabiscava as cenas e os personagens de seus romances).

Trabalhei com o filho de Graciliano Ramos. O ainda jovem filho do autor de “Vidas Secas” foi meu professor de texto publicitário. Jornalista e escritor Ricardo deixou extensa obra – especialmente livros de contos.

Orígenes Lessa e eu formamos dupla na redacão de campanhas de interesse público, em duas ocasiões. Ficamos amigos. Descendente de tradicional família evangélica (Seu pai Vicente Themudo Lessa fundou, em 1902, a Igreja Presbiteriana Independente). Ele, autor de muitos livros, academico, teve o romance “O feijão e o Sonho” adaptado para novela de TV. Seu filho, Ivan seguiu-lhe a carreira e há muitos anos mora em Londres, onde trabalha na BBC.

Quando jovem, em Copacabana, fez furor com seus textos humorísticos, cronicas e o romance “Garotos da Fuzaca”.

- Trecho : Levavam no Rian, “Aladim e a Princesa de Bagdá”, com Cornel Wilde, Evelyn Keyes, Phil Silvers e a estupenda Adele Jergens, que, como muitos de nós, prometeu tanto e não deu em nada”. Dele as frases : “No Brasil, de 15 em 15 anos tudo é esquecido” e outra :”Escrever é fácil, difícil é tomar notas”. Foi um dos fundadores do “O Pasquim”

Há outros casos de filho que segue a carreira do pai. No momento – lembro-me do filho do Rubem Fonseca. Na Franca há séculos os Dumas, pai e filho – Você deve se lembrar de outros – menos Machado de Assis, que não quis deixar “o legado de nossa miséria”.

Dos Veríssimos sou leitor apaixonado. Menos  “Incidentes em Antares”, conheco todos os livros de Érico. Pessoalmente, somente o vi uma vez, em Copacabana, no Posto 6, em noite quente de domingo, de mãos dadas com a sua amada Mafalda.

Em Curitiba, no Guairinha, na década de 90, assisti a Luiz Fernando tocar saxofone em show com os irmãos Caruso. Meu primeiro contato com sua literatura foi peca teatral : “O analista de Bagé”, na década de 80 em Foz de Iguacu, para nunca mais deixar de lê-lo, no “Estadão”, em “O Globo”, ou assistir na TV tantas e tantas comédias por ele escritas. Daí que, ao receber de presente o livro “Em algum lugar do Paraiso”, alegrei-me como uma crianca. A edicao  é linda, repleta  de bossas do moderno design gráfico e o texto tem a marca do humor burlesco – fino/grosso (1*) – desse portalegrense super culto e genial. Adorei “et pour cause” a historinha “uma mulher fantástica” . Tia Amanda é o que lá está dito : “Celinha chegara à conclusão que as pessoas às vezes podem ser fantásticas demais”. Eu que o diga…

PS: A cena do  do homem ( Adão) estendendo o dedo para não perder contato com o Deus Pai, de barba longa na obra prima de Michelangelo, na Capela Sixtina, citada por Frei Betto ( O Globo – 12-02-12) lembra que temos, neste Paraiso Tropical, um aprendiz de Demiurgo, no momento imberbe. Há tempos ele proclamou: brevemente o povo vai assistir: “o milagre do crescimento”… economico.

Esse “milagre”, quanto maior, melhor !!!

(1*) – “E foi depois de comer o fruto proibido, quando a terra entrou na sombra da noite e os dois se deitaram lado a lado, que Adão sentiu seu membro, que ele pensara que fosse só para fazer xixi, se mexer. E avisou à Eva: - É melhor chegar para trás por que eu não sei até onde este negócio cresce”. Pág.8.

criado por rubens_n    14:40 — Arquivado em: Sem categoria

CARNAVAL NA ARNALDO QUINTELA


Dois comerciantes  do bairro confirmam o que a minha memória guardou. O senhor Alfredo Camiza, do acougue e mercearia Bom dia (esquina de Passagem com Arnaldo Quintela, morava no número 10, da rua que tem o nome do famoso médico) e me disse que o coreto ficava em frente à sua casa. Jà o senhor, Dimas da Costa Pereira um simpático homem de negócios, fica de olhos marejados ao lembrar os antigos carnavais, na rua Arnaldo Quintela.

Se a gente queria fugir da festa momesca era só ficar em Ipanema. Um silêncio de velório dominava as ruas desertas.

Eu e minhas sobrinhas paulistas – Marilda e Mariângela – com os respectivos namorados, havíamos bebido chope e caipirinha desde às 10 horas da manhã, na varanda do “Garota de Ipanema”.

Em 03 de marco de 1981, terca-feira (é hoje só, só, só, vai acabar, já, já…), às 9 horas da noite, chovia – chovera a tarde toda. A rua Arnaldo Quintela, fechada ao trânsito por quatro dias, apresentava-se enxovalhada : confete, sepentina amontoavam-se pela rua e calcadas.

A decoracao, com guirlandas, bandeirolas e painéis coloridos cobriam paredes, pendiam das janelas e davam um ar fantasmagórico à rua mal iluminada. Havia lama e clima de fim de festa, mas grupos e mais grupos de  rapazes e mocas fantasiados pulavam carnaval.

Os paulistas olhavam tudo admirados. As mocas tentavam gingar como as garotas vestidas de havaianas. As músicas, além  dos antigos sucessos: “o teu cabelo não nega”, “mamãe  eu quero” “Alah-la-ô” naquele ano eram: “Maria Sapatão”, de João Roberto Kelly e”Balancê”, revivida na voz de Gal Costa.

Antes que a charanga atacasse de “Cidade Maravilhosa” eu e meu grupo nos recolhemos: mal sabia eu que aquele seria meu último carnaval carioca pelos próximos 25 anos. Mas isso é outra história…

“Eu não tenho saudade: tenho lembranca”. Mário Lago (100 anos, se vivo fosse!)

(Texto publicado no Jornal “Correio Carioca”, de Fevereiro – 2012)

PS: O Carnaval tomou  conta das ruas cariocas. Dia 18 tem concentracao do “bloco Barbas” na Arnaldo Quintela, esquina com Assis Bueno, das 15 ás 19 h.

Aqui na Álvaro Ramos está programado para o mesmo dia, em frente ao no. 11, a apresentacao do bloco “Dois pra lá, dois pra cá, das 10 ás 14h. Evoé Baco !

criado por rubens_n    14:36 — Arquivado em: Sem categoria

2 de fevereiro de 2012

ONDE ESTÁ VOCÊ - YARA COSTA?

Tal como certa moça que estava no Canadá, ou igualzinha a personagem do livro : “Onde está você Yemanjá?”delicioso livro de Leny Werneck, aproveito que hoje é o Dia de Yemanjá, para saber o paradeiro da indiazinha de Dourados, Mato Grosso, uma caiuá loura que encontrei, pela última vez, em Londres, em 1976. Na ocasião ela viera da Alemanha, onde estudava. Na foto ela é a menina da direita.

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

criado por rubens_n    12:39 — Arquivado em: Sem categoria

EIKE BATISTA ou GIANT - ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

O símile é inevitável. Até hoje este cinéfilo jamais assistiu a uma obra de arte que tão bem traduzisse a saga do ouro negro a prospecção de petróleo, como esse filme, com quase três de duração e que foi o canto do cisne para James Dean, no comovente desempenho como “operário” de um grande produtor e que, com incrível esforço pessoal, e muita sorte, transformou-se em um tycoon, ganhou fama e fortuna – mas toda a sua luta foi em vão : não conseguiu conquistar completamente o coração da esposa do seu ex-patrão – a estonteante bela e sensual Elizabeth Taylor.

Baseado em romance de Edna Farber o filme se passa no Texas e, quase trinta anos depois de assisti-lo pela primeira vez, ainda sinto intensa emoção por essa obra de ficção – o livro e o filme.

Tudo que acabo de escrever foi-me inspirado pela notícia da descoberta de petróleo, pela empresa OGX, do Grupo EBX, do carioca Eike Batista. É a primeira vez que uma empresa privada brasileira obtém tal êxito.

O empresário EIKE BATISTA está de parabéns. E o nosso país, com ele e com mais alguns empreendedores do mesmo quilate, começa a mostrar a garra com que o Brasil vai conquistando o seu lugar entre as nações que lideram o planeta.

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

criado por rubens_n    12:31 — Arquivado em: Sem categoria

LAMENTO

Marcio Nogueira

Que fazer desta saudade.

Desta recusa.

Áspero presente que me deste.

Ela desenha uma lâmina, um vazio.

Ferindo-me a alma.

É exílio.

E vive por ser exílio.

Mas não a abandono.

Aceito a dor.

Única mensageira a me dizer que existes.

Marcio Moura
Ceramista e Professor: fone 071 9997-6607

Praia do Forte - Bahia - Brasil
www.sobras.web-log.nl

criado por rubens_n    12:28 — Arquivado em: Sem categoria

31 de janeiro de 2012

A PRIMEIRA ROSA

Desabrochou na cor da flor. E uma segunda rosinha cor de rosa promete se abrir. Foi um presente da vizinha que se mudou. Junto com a floreira ganhei também uma peça artesanal – um imponente sapo esculpido em madeira. Da doutora Flavia, além de sua cordialidade, guardo a  lembrança da sua filha Elisa e da cachorrinha Mel. Sejam felizes no Leme !

“Informação é poder” (Claudio Pessoa)

criado por rubens_n    14:10 — Arquivado em: Sem categoria
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