No periódico “Dance News” que já comentei, de Outubro, Jorge Cabral escreve:
As três peneiras
“Nesse número, abri mão de escrever a coluna opinião e dei espaço para um texto que gostaria de ter escrito.
Olavo foi transferido de projeto.
Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta :
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele…
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, aparteou :
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, Chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que …
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar,gostaria que os outros também dissessem A SEU respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe! – diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – fala Olavo, surpreendido.
Diz o chefe sorrindo:
- Pois é Olavo ! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras?
E continua :
- Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras : Verdade
- Bondade – Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, por que :
- Pessoas inteligentes falam sobre idéias;
- Pessoas comuns falam sobre coisas;
- Pessoas medíocres falam de pessoas
Texto extraído do livro:
Fazendo a Diferença/ Legrand. – Belo Horizonte: Soler Editora, 2007)
“Isso também passa !”
(Chico Xavier)