30 de maio de 2011

TIA DILMA TÁ COM TUDO

E não está prosa, nem disposta a prosear abobrinhas. Preside um país em ascensão, destinado a ter o domínio político e cultural das Américas, não vai demorar muitas décadas. Foi eleita pelo Partido mais estruturado, e ainda tem o ex-presidente Lula, que a descobriu, a elegeu e a apóia, e apoiará sempre que precisar. E nem podia ser diferente. O sucesso dela é o dele também. Em vão a oposição torce para tudo dar errado. Desarticulada, desunida, burra mesmo, só lhe resta patinar no ramerrão de sempre, em cenário sem brilho e sem glória, e, sem discurso, azucrinar a vida de quem tem mais o que fazer.

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ASCENÇÕES E QUEDAS

Geopolítica. Movimento pendular. Equilíbrio. Nada é para sempre. Palavras e pensamentos que me afloram naturalmente ao ouvir o presidente norte-americano dizer que a China, a Índia e o Brasil não são ameaças à hegemonia política dos EUA e da Europa no mundo.

“De Obama ao parlamento britânico, por New York Times” e outros, “é errado concluir que a ascensão de países como China, Índia e Brasil representa o fim da liderança americana e européia”, que segue “mesmo quando mais nações assumem responsabilidades de liderança global”. Na manchete da estatal britânica BBC, “Ocidente ainda lidera o mundo, diz Obama”. “Folha de São Paulo” – 26/05/11

Quem, em nosso país, poderia, poucos anos atrás, imaginar que frases como essas de Obama, pudessem ressoar nos domínios históricos do parlamento britânico. É acontecimento para ser sopesado no seu profundo significado diplomático e geopolítico e fazer lembrar de alguns cavalheiros que no passado foram ridicularizados, enfrentaram o descrédito, a incredulidade obtusa dos brasileiros no geral e a negativa cínica das oposições partidárias no particular.

A História com agá maiúscula narra como surgiram, dominaram e depois declinaram e desapareceram – líderes, reinos e potências militares, culturais, econômicas, etc, etc, etc.

PS : O discurso de Barack Obama fez-me lembrar de Adolf Hitler, prevendo mil anos de domínio nazista, do Império Romano, do Império Britânico, do poder dos Faraós, do domínio dos mares por Portugal e Espanha no século XV, de Tamerlão, de Átila, rei dos hunos ( por onde ele passava, a grama não mais crescia), de Gengis Kahn, de Júlio Cesar, do Conde de Afonso Celso : (Por que me Ufano do meu País) do livro de Ângela Dutra de Menezes : “ O português que nos pariu”, do livro : “ Brasil, país do Futuro”, de Stefan Zweig, do general Douglas Mc Arthur, do plano Marshall do general Eisenhower, de Napoleão Bonaparte, de John Foster Dulles, Secretário de Estado, na ABI, em 1950 – “Os Estados Unidos não têm amigos; têm interesses”, (grosso assim…) do historiador Nilton Freixinho : “No século 11, a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha lideravam, no contexto das Cruzadas, a luta contra os árabes – islâmicos, no Levante”, de William James Durant, historiador e filósofo americano, muito popular no século passado, mas, e principalmente, das leituras que iluminaram minha adolescência como a grande obra do inglês Edward Gibbon – (1737-1794) :

Decline and Fall of The Roman Empire”

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O ESPÍRITO EM MOVIMENTO

Começar o dia com uma oração é tudo de bão – com licença do Professor Pasquale. Regina Lúcia, a estas horas, está meditando em algum lugar da Europa. Ela tem amigas, como a indiana Ojaya Gemma. Essa moça mandou-lhe um cartão-postal com um texto muito bonito !

Ao lê-lo, pedi licença à minha filha para transcrevê-lo : “Thank you for Spirit in movement, for gentlest spontaneity, for letting dedication happen …

So help us God!

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FALA CASCARDO !

No recinto barulhento da redação, o repórter Vicente Cascardo chegava suado, falante, e fumando desesperadamente. Vanderlino Nunes, secretário da Redação, baixava os óculos presos à testa, e gritava, competindo com o rumor das teletipos : “ Fala Cascardo – o que tens de notícias, temos um quarto de página para preencher!”. Vicente tirava as laudas do bolso do paletó e lia as anotações das matérias colhidas nas delegacias. Vanderlino selecionava umas e outras, mas invariavelmente rejeitava alguma com a observação: “essa jogue no lixo; é laranjada”!

No Distrito Federal circulava uma dezena de jornais diários – matutinos e vespertinos. As reportagens, as crônicas, o noticiário das ocorrências passavam pelo crivo da inteligência e da experiência do secretário da redação. A concorrência era pra valer. O que contava mesmo, era o furo de reportagem. Daí que, repetir assunto, enfeitar o texto, mudar o título, não enganava a chefia. “Isso é laranjada – quero notícia fresca, o que você está me trazendo já li, no vespertino”.

Atualmente os jornais, as rádios, as televisões, são em pequeno número, para atender a uma audiência muito maior do que naqueles tempos – metade do século passado. Mas não há mais originalidade. Cronistas escrevem para mais de um jornal; as reportagens, sejam políticas, policiais, econômicas, científicas, literárias, etc, etc, são publicadas no mesmo dia, no Rio e em São Paulo, nos dois ou três jornais que valem a pena ler. A disputa é, como outrora, acirrada. A circulação, a audiência, medidas cientificamente. Determinam o preço dos anúncios. Quem viveu a época de ouro da MÍDIA lamenta o desaparecimento de veículos de comunicação como os Diários Associados, de Assis Chateaubriand, o Grupo Manchete, dos irmãos Bloch, o Jornal do Brasil, da Condessa Pereira Carneiro, para só mencionar os mais importantes. Até quando sobreviverão os que restam? Em oposição a Johann Gutenberg ( 1397 – 1468), o impressor alemão, está o jovem Mark Zuckerberg, (1984 - ) que inventou o FACEBOOK, que é, no momento o queridinho das redes sociais.

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MAY FAIR LADY

Era só festa, sábado agora, dia 28, no Apê. A bela Dama, senhora Dulce Métri aniversariava. Tout le monde et son père lá estava para homenageá-la. Rodeada de gente querida, ela brilhava, em seus gloriosos noventa e seis anos. Destaque para as bisnetas Mariana, Laurinha e Luisa. O cronista da família, em certo momento, notou que, apropriadamente, o ectoplasma de Jorge Métri circulava, enternecido com a alegria da festa e com a beleza de sua amada. Ele estaria completando noventa e nove anos, amanhã, dia 31 de Maio. Jorge e Dulce foram como “Os Cisnes” de Júlio Mário Salusse (1872-1948):

A vida, manso lago azul, algumas

vezes, algumas vezes mar fremente,

tem sido para nós, constantemente,

um lago azul, sem ondas, sem espumas.

E nele, quando, desfazendo brumas

matinais, rompe um sol vermelho e quente,

nós dois vogamos indolentemente

como dois cisnes de alvacentas plumas.

Um dia, um cisne morrerá por certo.

Quando chegar esse momento incerto

no lago, onde talvez a água se tisne,

- que o cisne vivo, cheio de saudade,

nunca mais cante, nem sozinho nade,

nem nade nunca ao lado de outro cisne.

Como casamento é mortalha, que no céu se talha, ambos nasceram no mesmo mês (ele – 31-05-1912), (ela – 23/05/1915). Encontraram-se e casaram-se muito jovens e foram felizes para sempre. Quando ele foi chamado a viver em outra dimensão em 23-06-1995, escrevi:

“Não, a morte não é o ponto final – é virgula. Pelo menos para o homem de fé”. João Manuel Simões

Se você me perguntar como está o Rio, eu respondo :

- Está tudo igual. Um calor delicioso. Está tudo bem. A praia, cheia. Os bares, lotados. Lá em casa de Dona Dulce, a rotina de sempre. Boa comida, prosa agradável, o entra e sai de filhos, noras e netos. O tererê de sempre.

Passei lá quatro dias. Sentei-me à cabeceira da mesa, isto é, no lugar dele. Uma deferência? Uma coincidência? Na sala da televisão, acomodado na “longue chaise”, a mesma na qual ele se despediu, notei que sobre a mesa de trabalho continuam os objetos dele, as fotos dos netos, a seleção de livros que estava lendo. No assoalho, os chinelos dele.

Sexta-feira a noite veio em visita o casal de sobrinhos – Vany e Raul. Com ele conversei horas. Somos diabéticos, ele em alto grau. Evocamos muito Seu Jorge, falamos da nossa doença, de crianças – Dr. Raul é pediatra.

Dona Dulce está com ótima aparência. Alimenta-se inteligentemente, vai à rua mais de uma vez por dia, dá suas ordens em casa, atende e faz várias ligações telefônicas, espia a televisão, ouve a CBN – está sempre por dentro dos assuntos do dia.

Olha, se não fosse pela ausência dos comentários que ele sempre fazia, cada vez que desviava os olhos do livro ou do jornal…Seu Jorge foi, mas ficou, seu espírito continua presidindo o ambiente daquele lar, sempre sereno e acolhedor.

“Só a prece nos dá inspiração e compreensão da vida espiritual”, são palavras que seu Jorge sublinhou em um dos seus livros.

Sua biblioteca abriga mais de mil volumes, lidos, anotados, bem conservados, separados por assunto e por autor. Lia de tudo. Mas seu interesse maior repousava nas obras da doutrina da reencarnação. Seus estudos espíritas abrangiam os mais diversos autores, desde Allan Kardec, a Camille Flamarion, Pietro Ubaldi, Pierre Van Paassen, Daniel Rops, João Nunes Maia, Chico Xavier, e muitos outros. A curiosidade intelectual de seu Jorge sempre me fascinou. Lia Aléxis Carrel, Monteiro Lobato, Carlos Lacerda, tantos, tantos. Tinha predileção por Santa Tereza de Ávila.Conhecia profundamente os textos bíblicos, que citava de cor.

Era estudioso da Política e costumava comentar os eventos nacionais e internacionais sob uma visão filosófica, relacionando os eventos a profecias dos seus estudos do espiritismo científico.

Jorge Elias Metri. Um ser humano de escol. Conhecê-lo foi para mim um privilégio. Como foi um privilégio para toda e qualquer pessoa que privou do seu convívio. Tinha uma riquíssima vida espiritual. Ana Médici o considerava seu segundo pai. Era Juja para cá, Juja para lá, o tempo todo. Paulo Cesar e Jorge Carlos, seus filhos, encontravam nele a calma, a sobranceria, a temperança – virtudes que seu Jorge, sutilmente, procurava lhes incutir.

Os netos, a pequena Carolina, e os rapazes Rafael, Maurício e Marcelo, vão se lembrar dele como um exemplo de bondade, compreensão e caráter. Marcelo, o mais velho dos netos teve a oportunidade de ouvir as últimas palavras do avô querido.

Mas é Dulce Metri, a viúva, quem realmente mais lições e alegrias espirituais recolheu, na convivência de sessenta anos de vida conjugal. Dona Dulce era, e certamente é, o centro das atenções de Seu Jorge. Tive sempre constante e renovada admiração e me comovia o carinho, os cuidados, a dedicação de Jorge Elias Metri para com Dona Dulce.

Discreto, humilde, autêntico e consagrado “Chevalier servant”, ele a tratava como a uma rainha. A sua rainha.

Tenho a certeza de que, de onde está, Seu Jorge não se descuida um só momento de Dona Dulce. Antes de partir, pediu a ela, expressamente, que lesse e guardasse as seguintes palavras:

“ A vida não termina onde a morte aparece. Não transformes saudades em fel dos que se foram. Eles seguem contigo, conquanto de outra forma.”

É isso aí. Ele continua com ela. Ele, Seu Jorge foi, nas ficou.

LOUVADO SEJA DEUS !

RUBENS NOGUEIRA

03/08/1995

Post Scriptum – O texto de 1995 foi como uma carta dirigida a Ana Médici, falecida em dezembro de 1993.

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26 de maio de 2011

HISTÓRIA FESCENINA

“Como diria um brasileiro…aliás, o brasileiro é muito cínico!” – Nelson Rodrigues

João. João Carlos. João Gonçalves? Não me lembro. Naquela época era uma complexidade a realização do Amor. Amor? Que nada. Era difícil e complicada a experiência sexual. João contava a historinha sem rir. Ela, a senhora – Dona Maria – cozinhava para fora. Ela e o menino chegavam pontualmente ao meio-dia com a vara, isto é, um pau roliço – quem sabe um cabo de vassoura adaptado – onde enfileirava as marmitas. Nas horas vagas Dona Maria aceitava receber a visita do João para um ato sexual rápido e barato. Ela cobrava cinco reais por 15 ou 20 minutos de submissão, no escurinho do seu modestíssimo quartinho. Mas porque só o João? Juremir sabia da história, andava carente, e Dona Maria, tudo bem pensado, poderia ser um quebra-galho.

Um dia João esperou que o menino se afastasse com o varal ambulante, oscilante, com a fieira de marmitas vazias. Chamou Dona Maria, apresentou-lhe Juremir e falou, com ênfase:

- “Dona Maria, este é o rapaz que vai comer a senhora, hoje, OK?”

“Dane-se o (QI) Quociente Intelectual; agora o que vale é a Inteligência Emocional”.

Anônimo Sorocabano.

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A FRASE

“Sinto muito dizer, mas é tarde,

Nossa chama de amor já não arde…”

Canção popular

A voz dela era doce e suave, musical e embaladora. Não devia ter telefonado. Não naquele momento. Ele estava deprimido. Como de costume, depois da separação. Achando-se um trapo. Digno de pena. Depois do alô grunhiu algumas palavras convencionais, friamente, melhor, soturnamente. Ela, porém, parecia eufórica, alegre.

- Meu amor, o que você tem? Parece triste…

- (Ele em silêncio)

- Querido, fale alguma coisa. Sabe o filme que você recomendou? Aquele, como é, onde aparece o Marlon Brando…dom Juan de Marco, lembra? Um barato!

- Em silêncio, ele começou a se lembrar de outros telefonemas dela, as vezes tarde da noite, horas de conversa. Dos passeios. Dos cinemas à tarde. Meses de separação, mas amizade permanecia. Uma noite dessas, ele foi àquele restaurante. Estiveram ali várias vezes. Os garçons os tratava como amigos. Brutal coincidência: lá estava ela, acompanhada de um jovem louro, alto, bonito. Ele procurou um lugar atrás de uma coluna, de onde podia observar o casal, sem ser visto por eles. O diálogo entre os dois era fluente, pareciam ter muito o que conversar, deviam estar ali há horas. Pois logo depois saíram, rindo, de mãos dadas. Na cabeça dele, uma frase, que poderia estar pintada em uma camiseta: ‘I’M IN GOOD COMPANY…MY SELF”. Quando deu por si, o telefone estava com o ruído de ligação interrompida. Até quando?

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23 de maio de 2011

“PROTEÇÃO E MANUTENÇÃO DE BENS CULTURAIS”

“Proteção e Manutenção de Bens Culturais”

Curitiba- Paraná

Período - 01 a 17 de junho

Projeto aprovado pelo Ministério da Cultura que prevê a realização de duas oficinas teóricas e praticas com os objetivos de:

Ampliar a capacidade de identificar, analisar e priorizar riscos específicos em um dado contexto e programar ações de tratamento de riscos;

•          Desenvolver conteúdos, metodologias, materiais didáticos, recursos humanos e sistemas de gestão e avaliação de riscos, focando a preservação patrimonial;

•          Estimular o diálogo e a cooperação entre as instituições e os órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio cultural;

O projeto tem como meta capacitar 40 profissionais atuantes na área de patrimônio cultural, fornecendo orientação metodológica para a proteção e a manutenção de bens culturais, para atuarem dentro da Instituição e como multiplicadores de conhecimento em prol da preservação e conservação do patrimônio cultural. Entendemos que a realização destas oficinas será uma ferramenta eficaz para aperfeiçoar e capacitar os profissionais,  para uma tomada de decisão focada na conservação do patrimônio cultural, fornecendo uma visão abrangente e simultânea dos diversos tipos de riscos e dos diferentes processos de degradação que ocorrem de forma lenta e contínua.  A democratização de acesso também está contemplada, uma vez que as oficinas serão gratuitas com as vagas distribuídas igualmente entre as 40 instituições paranaenses selecionadas. (uma vaga por instituição).

PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS

Oficina I - Técnica e Metodologia Aplicada à Avaliação de Acervos e Instituições.

Ministrante: Antonio Mirabile (Itália)

CARGA HORARIA: 45 horas (06 dias – manhã e tarde)

PUBLICO ALVO: Profissionais envolvidos com a gestão e/ou conservação (preventiva) do patrimônio cultural.

PARTICIPANTES: 16 (no máximo 20 profissionais)

Data:  01 a 07 de junho de 2011

LOCAL- Museu paranaense – (Curitiba – PR)

EMENTA:

O curso visa à discussão e à apreensão de conhecimentos sobre um conjunto de medidas e práticas que objetivam a proteção e a manutenção de bens culturais, de monumentos e de objetos pertencentes a instituições públicas ou privadas, dirigidas também as comunidades, instituições e pessoas que lidam de alguma forma, com o patrimônio histórico-cultural.

OBJETIVOS:

Identificar e caracterizar os pontos fortes e os pontos vulneráveis de uma instituição.

Estabelecer uma relação entre os problemas identificados, caso eles existam.

Estabelecer a importância relativa desses problemas.

Hierarquizar as ações por ordem de importância, de gravidade ou de urgência.

Desenvolver um plano de ação, que determinará o instrumento de transformação.

PROGRAMA

1. Introdução sobre metodologia de avaliação;

2. Definição de referencial e indicador;

3. Coleta de informações na instituição;

4. Analise dos dados coletados;

5. Avaliação qualitativa;

6. Avaliação quantitativa;

7. Organização e redação de relatório.

Oficina II - Gerenciamento de Riscos para o Patrimônio Cultural

Ministrante: José Pedersoli Júnior (Belo Horizonte/MG/Brasil)

CARGA HORARIA: 35 horas (05 dias – manhã e tarde)

PUBLICO ALVO: Profissionais envolvidos com a gestão e/ou conservação (preventiva) do patrimônio cultural.

PARTICIPANTES: 20 (no máximo 24 profissionais)

Data: 13 a 17de junho de 2011

LOCAL-MAC – Museu de Arte contemporânea (Curitiba – PR)

EMENTA:

Apresentação detalhada e aplicação da metodologia do gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural, baseada na norma técnica australiana e neozelandesa AS/NZS 4360:3004. Discussão dos modelos de tomada de decisões para a conservação patrimonial baseados na conservação preventiva e no gerenciamento de riscos. Conceitos de risco, gerenciamento de riscos, análise de riscos, tratamento de riscos, incerteza, valor relativo, perda de valor, exposição, vulnerabilidade, agentes de deterioração, camadas de invólucros de acervos, estágios de controle de riscos. Terminologia e bibliografia específicas do gerenciamento de riscos aplicado ao setor patrimonial. Estudo de caso em instituição patrimonial para prática dos conceitos e ferramentas apresentados na oficina.

OBJETIVOS:

Reconhecer a importância do gerenciamento de riscos;

Identificar, analisar e priorizar os riscos específicos;

Criar opções para tratamento de riscos

PROGRAMA

1. Introdução ao gerenciamento de riscos (GR)

2. Riscos e Gerenciamento no setor do Patrimônio Cultural

3. Estabelecer contexto para o estudo de caso.

4. Identificação de riscos

5. Analise dos riscos

6. Estudo do caso definido com os participantes

7. Avaliação dos riscos

8. Desenvolvimento de opções para tratar os riscos

9. Plano de tratamento de riscos

10. Compilação dos resultados do estudo de caso.

Outras informações no site: www.arcoit.com.br

PS : É isso. O Paraná tem um nível cultural admirável, como transparece no texto acima. Morei em Foz do Iguaçu 10 anos e 15 anos em Curitiba. Sou testemunha ocular dessa história.

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A ETERNIDADE DO MAL

Nota : Celso Milan é tradicional colaborador do escritoronline. Abaixo mais um ensaio teológico, com tema que ele domina.

A ETERNIDADE DO MAL

“Vê que proponho hoje a vida e o bem, a morte e o mal”.

Dt. 30:15

“Aparta-te do mal, e faze o bem, e será perpétua a tua morada”.

Sl. 37:27

Na estudo da conceituação do poder de Deus, em termos absolutos, uma importante questão se destaca:

Deus pode fazer tudo? Ou tudo o que é possível fazer?

Porque existem coisas que nem Ele pode fazer.

O mal, por exemplo.

Deus pode punir pessoas que pratiquem males, mas não tem como punir seres abstratos como o mal.

“De todas as famílias da terra somente a vós outros vos escolhi, portanto eu vos punirei por todas as vossas iniqüidades”.

Am. 3:2

Tão somente reconhece a sua existência e a viabilidade do seu exercício.

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, para que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente”.

Gn. 3:22

Porque desde o momento em que existe mais de uma pessoa, o mal (ser abstrato) passou a existir independentemente da aceitação divina ou humana.

Mas… A que tipo de mal eu me refiro?

Em termos filosóficos, o mal, a iniquidade, o pecado, ou lá como se queira denominar, caracteriza-se por duas maneiras distintas: como atividade e como possibilidade.

Com a ressalva de que o mal como atividade começou com a rebelião de Satanás.

“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti”.

Ez. 28:15

Deus não queria que seres pessoais tomassem conhecimento da existência do mal exatamente para não poderem optar pelo mal.

Agora, vamos imaginar um tempo bastante remoto em que nada existia.

E vamos imaginar que a divindade fosse constituída por uma só pessoa.

Esse ser, então, pensaria:

Se houvesse alguém além de mim, eu poderia enganá-lo, roubá-lo, matá-lo e assim por diante.

Mas não existe ninguém além de mim.

Se assim fosse, nem como possibilidade o mal existiria, porque não haveria a quem enganar, roubar ou matar.

O único mal possível de ser praticado, nessas circunstâncias, seria o suicídio.

Todavia, na condição de único ser pessoal existente, em sendo Deus e eterno, esse tipo de mal, como possibilidade, para Ele, também seria eterno, ainda que fosse apenas o suicídio.

Então, o máximo que nós podemos fazer é reconhecer, como Deus, a existência do mal.

Porque Ele pode impedir o mal como atividade, mas não pode impedi-lo como possibilidade.

Está respondida a pergunta que origina este artigo.

Por outro lado, muito mais relevante do que saber o que é pecado, denominação atribuída pela Bíblia Sagrada a toda e qualquer forma de iniquidade e mal, é saber por que o pecado é pecado.

O pecado é pecado porque desequilibra, danifica e destrói todos os seus vassalos.

Até o próprio Deus ficaria danificado se, porventura, se envolvesse com o mal.

Com a mentira, por exemplo.

Se Deus enganasse uma só pessoa numa era passada e nós soubéssemos, a possibilidade de um novo engano existiria, e uma desconfiança eterna se estabeleceria.

“Se o profeta for enganado, e falar alguma coisa, Eu, o Senhor, enganei esse profeta; estenderei a minha mão contra ele, e o eliminarei do meio do meu povo Israel”.

Ez. 14:9

À luz do caráter do Senhor e do original hebraico, o texto se refere a um consentimento (consenti que ele fosse enganado) com a finalidade de puni-lo, e não a um engano perpetrado pelo próprio Deus.

Porque “Deus não é homem para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo prometido não o fará? E tendo falado, não o cumprirá?”

Nm. 23:19

Talvez tenha sido a natureza destruidora do mal a razão porque Deus permitiu a intromissão da prática de iniquidades no universo. Para que pudéssemos constatar, em nossa própria pele, toda a sua hediondez.

“Ainda que o mal lhe seja doce na boca e ele o esconda debaixo da língua, e o saboreie, e o não deixe, antes o retenha no seu paladar, contudo a sua comida se transformará em suas entranhas; fel de áspides será no seu interior”.

Jó. 20:12

Por outro aspecto, se o mal (como possibilidade) é eterno, a possibilidade de alguém ser envolvido pelo mal também tem caráter eterno.

Por isso, a única forma de uma pessoa não ser envolvida pelo mal é uma adoração eterna (a Deus) que implica num reconhecimento contínuo da sua santidade e majestade.

“E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.

Is. 6:3

E numa conseqüente correspondência, denominada nas Sagradas Escrituras de santificação, que também tem de ser eterna, pelas razões expostas anteriormente.

Então, até no céu, que é o céu, além de adoração, tem de haver santificação, que por ter sofrido solução de continuidade possibilitou a rebelião de Satanás.

“A sua cauda arrasta a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a Terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse”.

Ap. 12:4

Quem deixa de adorar, deixa de se santificar; e quem deixa de se santificar, deixa de adorar.

É um círculo vicioso.

Portanto, se alguém pretende adorar a Deus sem se santificar, é melhor rever os seus conceitos.

criado por rubens_n    15:56 — Arquivado em: Sem categoria

19 de maio de 2011

A VOZ DO POVO

Está na ordem do dia um livro do MEC que admite, no linguajar popular, frases como esta : “ Vamos pescar os peixe”. Os puristas execram, querem que o livro seja banido. O Ministro da Educação não vê nada de errado. Nem eu. Penso como Manuel Bandeira – o povo tá certo. Nós é que estamos presos à Sintaxe lusitana. A língua é algo vivo. Evolui sempre. Minha avó, quando queria ofender alguém, dizia : “aquele alcaide…” Quando cresci aprendi que alcaide era autoridade pública! O povo aprende pelo ouvido, não pela leitura de gramáticas complicadas. Fala e todos entendemos : mermão, célebro, nóis vai, falano, cavaleiro (cavalheiro), pobrema, ploblema, Osualdo (Oswaldo), Sheron (Sharon), Maicon (Michel), cuzinhano, pontinha ( pontezinha), imbecialidade, estrotura, áurea (aura), talba (tábua).

No século 21, na geração Internet, é tudo junto e misturado. Acabou o não pode. É só ipode isto, ipode aquilo, a rapaziada tem uma língua própria, e tudo é assim e vai continuar assim. Entendeu? Entendeu?

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criado por rubens_n    15:31 — Arquivado em: Sem categoria
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