29 de novembro de 2010

A GUERRA CONTINUA


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Os acontecimentos no Rio de Janeiro, a operação de guerra, com veteranos do Haiti, equipamentos modernos, forças terrestres, marítimas e aéreas – milhares de militares contra centenas de rapazes favelados que vivem criminosamente do rendoso comércio de drogas são motivo para muita discussão, um pasto verdejante para a mastigação de teóricos dos problemas sociais.

Até leigos jogam conversa fora, nos botequins de Botafogo, bairro isento do fogaréu que esquentou os dias e iluminou as noites dos cariocas.

Silenciado o som e arquivadas as imagens da guerra, o homem da rua cogita : como ficam os interesses arraigados! Será que vão mexer com os jogos de azar?

Dos que vão viver os jornais populares sem as manchetes com os marginais do tráfico?

De onde virão as ajudas financeiras para o bailes, na comunidade? E as Ongs e tantas instituições que recebem verbas do exterior? E o carnaval? Como fica?

Calma pessoal. O poder paralelo está no fim, todos esperamos. Mas o usuário está ansioso para que volte a rotina e o “comércio” siga em frente. A guerra continua…

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    10:31 — Arquivado em: Sem categoria

A BATALHA DO RIO


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Ontem, domingo, 28 de novembro, às 7:59 da manhã, teve início a invasão do morro do Alemão, na zona norte do Rio.

Às 9:20 o comandante das forças militares dava por ocupado o complexo de favelas onde habitam 400 mil pessoas.

A batalha, começara oito dias antes, com a provocação dos traficantes de droga, os quais aterrorizaram a cidade com a queima de automóveis, ônibus e vans.

Em menos de duas horas diminuiu a tensão que a todos dominava. Mesmo com a superioridade esmagadora das forças de repressão, os bandidos ignoraram o alerta para que se rendessem. Como acontece há muito tempo, confiaram na segurança que o domínio do território lhes dá e na leniência das autoridades sempre temerosas de um confronto, sempre dispostas a um arreglo, eis que é conhecido o poder de fogo e o desprezo pela vida, sempre ostentados pelos traficantes, para não falar das vantagens políticas e financeiras que o conluio entre autoridades e a bandidagem sempre propiciaram.

O aparato bélico impressionou. A Marinha, o Exército, e a Aeronáutica, unidos às polícias civil, militar, bombeiros e polícias federal e florestal montaram uma operação que lembrou em termos proporcionais a invasão da Normandia pelo poder de fogo e a destruição de Bagdá, na invasão do Iraque, pela exposição midiática.

Mas não foi nem um “Sunday, blood Sunday”, nem uma batalha de Itararé.

Foi apenas uma demonstração do que pode, quando quer, a conjugação, a harmonia, a sinergia, dos poderes político e militar. A batalha do Rio continua…

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    10:28 — Arquivado em: Sem categoria

25 de novembro de 2010

RONDÓSINHO PARA BELINHA


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Ela é linda, queridinha

Belinha é minha bisnetinha,

Ela é bela? Ela é bela !

O nome dela? Isabela,

Quatro aninhos hoje ela faz,

Isabela – onde estás, onde estás?

29-11-2010

Vovô Rubens

criado por rubens_n    12:16 — Arquivado em: Sem categoria

22 de novembro de 2010

JARDIM DA SAUDADE


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Faleceu no Rio dia 17 do corrente o senhor Fernando Silva. Contava trinta e quatro anos. Era casado com a senhora Adriana e pai de uma menina, Isabela, que está no sétimo ano de vida.

Fernando nasceu na Paraíba. Veio para o Rio ainda bem jovem. Era um trabalhador incansável, um cidadão prestante, um homem cordial, marido e pai carinhoso e responsável, um exemplo de pessoa. Sua ausência está sendo muito sentida. Em sua memória e para descanso de sua alma boa, nesta quarta-feira, dia 24, às 18 horas, na Igreja da Glória, no Largo do Machado, será rezada uma Missa. O Senhor nô-lo deu, o Senhor o levou, bendito seja o nome do Senhor.

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    8:48 — Arquivado em: Sem categoria

18 de novembro de 2010

BOTAFOGO - MEU BAIRRO


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Amanhã, dia 19, comemoro oito meses de residência neste bairro carioca, um território histórico, nobre, sobre o qual escrevi uma crônica e a inscrevi no concurso de talentos da maturidade promovido pelo Banco Real. (veja no site : www.talentosdamaturidade.com.br/rubensnogueira)

Os amigos sempre demonstram dúvida de como chegar ao meu endereço. Daí que aproveito um lançamento imobiliário para que todos me localizem. Aguardo sua visita!

criado por rubens_n    14:39 — Arquivado em: Sem categoria

QUEM SE LEMBRA DE GONDIM DA FONSECA


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Eu me lembrei dele ao ler o artigo de Ferreira Gullar, na ilustrada da FSP, domingo, 14 de Novembro. Gondim escrevia em “O Globo” faz muitos anos. Eram crônicas bem escritas, com muita verve, palavra que se usava referindo-se a bom humor. Não havia no seu texto nenhum sinal de maldade – era bem direto na crítica, mas o resumo era pura gozação. Ficou famosa a sua marcação em um político de grande evidência, a quem Gondim se referia como rodanes - senador invertido. Ferreira Gullar, que completou há pouco oitenta anos coberto de homenagens à sua poesia e outras artes é cronista até certo ponto, jocoso, mas, ou pelo temperamento ou pela idade, sabei-me lá, está mais para Arnaldo Jabor e suas diatribes.

Um amigo me diz que está feliz com a chegada da senilidade por que pode dizer as maiores sandices sem causar espanto. Ferreira Gullar foi de José Serra nas eleições. Por escrito e também ao vivo e a cores. Não se limitou a exaltar seu candidato – fez tudo para diminuir o presidente da República e a candidata vencedora. O seu artigo tem o título : “ Ah, se não fosse a realidade!” e nele se esbalda. Eis um trecho, destacado pelo jornal :

“Ninguém imagina que Lula

deixe dona Marisa em São

Bernardo para instalar-se

Na alcova de Dilma”

Eu, hein!

P.S: Faltou dizer que na debochada crônica o candidato ao Prêmio Nobel de Literatura compara Lula e Dilma ao casal Kirchner.

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    14:35 — Arquivado em: Sem categoria

SOBRE A LIBERDADE DE IMPRENSA


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A qual deve-se entender como liberdade de comunicação ou de expressão pelos variados veículos disponíveis. O assunto está na ordem do dia. O jornal nº 359 da Associação Brasileira de Imprensa aborda o tema em profundidade, a partir do editorial, quando cita Millôr Fernandes : “ jornalismo é oposição; o resto é armazém de secos e molhados”. É uma frase que diz tudo. O antônimo da liberdade no caso é a censura. Há quase dois séculos o Imperador Dom Pedro II reagia às pressões : “ se eu censurar os jornais, como saberei o que fazem os ministros?”

A coisa é complicada. Existe muito interesse político e financeiro, o idealismo está ausente, o poder econômico tem peso na formulação dos projetos midiáticos. Mesmo órgãos centenários se engajam politicamente como vimos nas últimas campanhas presidenciais. Em vez de ser a vista da nação; o jornal (para resumir o complexo mídia) se tornou uma ferramenta a serviço de partidos; os que estão no poder e os que desejam poder.

A conjuntura econômica, alguns órgãos a se unirem em parcerias, fusões e conglomerados. Eles agem afinadamente. E não disfarçam a soberba, a arrogância, o poder de veto.

Lutam em uníssono pela liberdade de imprensa – a liberdade deles. O leitor sente-se enganado, e não tem para quem apelar. Opinião, só a deles. Magister dixit. Maria Rita Kehl que o diga!

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    14:34 — Arquivado em: Sem categoria

VOCÊ VÊ TV? VÊ O QUÊ?


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Um aposentado sem grande disposição para arruar faz o quê? Fica em casa, lê, escreve, observa o céu, as árvores, ouve e atrai os pássaros com água e comidinha na varanda. Sozinho, reflete, liga a televisão, dá preferência aos noticiários e zapeia pelos vários, aliás dezenas de canais em busca de programas que valham a pena. E os encontra. Há para todos os gostos e níveis de escolaridade. Inclusive as novelas. Mas a disputa pela audiência prejudica a qualidade e aborrece o véio. Vide a guerra da rede Globo para não perder a pole position. A programação é decorrência do faturamento que depende do número de telespectadores. Daí que, até em horários ditos nobres assiste-se a profissionais de alta competência convertidos em repórteres policiais narrando baixarias.

A propósito Beatriz Segall declarou recentemente :

“A Globo foi atrás do público dessas emissoras que

começaram a produzir programas menos elaborados.

Hoje vejo coisas na Globo que no tempo do doutor Ro-

berto Marinho não aconteciam. Certo tipo de cena, de

personagem, as bobagens que são ditas, a falta de con-

sistência nos enredos…”

Você ta certa Odete Roitman!

Sendo a vida tão curta, vamos curti-la muito.

criado por rubens_n    14:30 — Arquivado em: Sem categoria

10 de novembro de 2010

RICHA o político


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Morei no Sul entre 1981 e 2006. Durante vinte e cinco anos acompanhei a vida dos paranaenses – terra das araucárias, do café, da soja, das cataratas, da Itaipu binacional. Caipira de Sorocaba, garoto de Ipanema, tornei-me bicho do Paraná, até inconscientemente, pronunciar leite quente, com forte ênfase nas vogais. Tive um posto de observação feito de encomenda : as alturas da barragem em Foz do Iguaçu de 81 a 92 e o Centro de Letras em Curitiba nos anos seguintes. Pude, então vivenciar o cotidiano social, cultural e político de um povo admirável pela dedicação ao trabalho e à educação. Convivi com o anônimo e com o notável. O trabalhador braçal e o intelectual. E com muitos políticos. Um deles – José Richa – acaba de ganhar um livro, que reúne pesquisa, depoimentos, imagens fotográficas e um texto gostoso de ler. Os autores não o consideram uma biografia, mas o “perfil de um brasileiro nascido em São Fidelis (RJ), criado e adotado em terras paranaenses”. Modéstia da dupla Rose Arruda e Hélio Teixeira. O livro fascina pela acuidade, pela riqueza de informação, pelo conhecimento dos meandros da política partidária e a intimidade com os personagens envolvidos. Ao fim e ao cabo o que brilha é a pessoa do vereador, prefeito, governador, deputado e Senador José Richa, pai de Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba nos últimos oito anos e agora eleito Governador do Paraná. Como dizem por lá, o fruto sempre está perto da árvore que o gerou.

Leia, leia - esse é o caminho, creia!

criado por rubens_n    9:11 — Arquivado em: Sem categoria

8 de novembro de 2010

ESTÃO MEIO QUE PERDIDOS


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Eleita presidente (ou presidenta) no dia do “haloin” , dia das bruxas Dilma tonteou os do contra: Mas eles já estão por aí procurando algum discurso que faça sentido. Calma pessoal, agora é tarde, Ignês é morta e amanhã até pode ser Martha. Esperem a “mulher do Lula” tomar posse, pô!

Leia, leia - êsse é o caminho, creia!

criado por rubens_n    12:00 — Arquivado em: Sem categoria
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