29 de abril de 2010
LIBERDADES
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.ExternalClass .ecxhmmessage P {padding:0px;} .ExternalClass body.ecxhmmessage {font-size:10pt;font-family:Verdana;} Passou outro 25 de Abril, outro dia da Liberdade. Aqui em Salvaterra é a única câmara municipal do Bloco de Esquerda, supostamente uma esquerda mais culta, mais inteligente do que a massa comunista que há noutras câmaras municipais. E não houve um espectáculo, uma intervenção, uma festa. A programação limitou-se a uma feira do livro e a manisfestações desportivas ridículas porque essa não custa dinheiro. Fizemos pois nós a festa. Dei um jantar cá em casa na noite de 24 de Abril, com a Sandra e mais uns amigos daqui, poucos, na realidade éramos ao todo 5. À meia noite pus a “Grândola Vila Morena” em altos gritos. Depois disso fui para outra sala ouvir sozinho o disco do Serginho. E chorei como uma madalena por estar ali. Por estar sozinho a ouvir o Sérgio, por não haver nada nas ruas, porque os meus amigos se perderam em discussões intermináveis e estéreis entre esquerdas que não existem mais e direitas básicas e estúpidas, porque a memória vai morrendo e vamos ficando sós. Depois chegou a Sandra para perceber onde estava eu e o que estava a fazer. Ficou a ouvir. Falámos um pouco. Talvez me tenha explicado, talvez não me tenha feito entender, não sei, o que para mim é importante para outros pode não ser. Mas senti-me só na mesma.
Lembro-me de outros dias da Liberdade, com espectáculos que me emocionaram, que me fizeram sentir vivo e com esperança, que me fizeram dar a mão e amar de peito aberto. Lembro-me dos dias em que cantei Grândolas no meio de multidões, acompanhado pelo mundo que queria Liberdade, por uma alegria contagiante, que era boa e fecunda.
Outros tempos…
Quim
criado por rubens_n
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