25 de fevereiro de 2010

AMIGA FABIANA

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Soube que você me encontrou no Facebook. Estou cadastrado também no twitter. Mas só conheço o computador de vista. Li com carinho sua cartinha bem informativa e recortes de jornais de Pirabeiraba. Bem que gostaria de conhecer esse cantinho maravilhoso, eu que nasci em Sorocaba, morei em Foz do Iguaçu e conheço outra jóia urbana catarinense – Treze Tílias.

Um saudoso abraço e recomendações ao felizardo Jorge !

Rubens

criado por rubens_n    14:35 — Arquivado em: Sem categoria

PRAIA E TRANSFORMAÇÃO

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Por Quim

Fomos hoje à praia. Uma praia no norte da ilha, onde é um pouco mais seco e as águas são calmas. Já conhecia o caminho, mas fui apreciando tudo o que ia vendo. Sendo fim-de-semana as pessoas estavam de volta das tascas, a passear, transportando coisas, ou simplesmente à porta das casas. Vi jogadores de cartas e matraquilhos, crianças com jacas à cabeça, com  tamanhos proporcionais ao tamanho das suas cabeças,  gente que nos acenava dizendo adeus, já com os olhos bem dilatados e vermelhos do vinho de palma de Domingo, jovens namorando aqui e ali. Na verdade o meu dia começou pelo ruído de gente a passar para a missa. Grupos que se juntam para caminharem na rua em direcção à igreja, camiões que transportam gentes que vêm de mais longe. Cantam, batem palmas, estão contentes. Duas diferenças essenciais que reparei neste país que já não visitava há uns 4 anos: as motos e as moças. Estas últimas demonstram um cuidado em arranjarem-se que não vi dantes. As roupas são mais cuidadas, mais bonitas, elegantes, os cabelos arranjados em cabeleireiro, algumas unhas pintadas. As motos circulam por todo o lado na ilha. É impressionante como brilham todas, polidas com cuidado, em contraste com a maior parte dos carros, que podem andar sujos e com terra. Parece que cada moto daquelas, coreanas ou coisa que o valha, custam cerca de 1000 €, o que permite que muita gente as possa comprar. Os táxis têm um ar menos podre do que vi outrora, abriram lojas novas, há novas ofertas, São Tomé transforma-se, à velocidade que a caracteriza: Leve-leve, devagar, com tempo para tudo, com lentidão.

Na praia a água estava o que chamamos verdadeiramente “a sopa”. Os meus amigos queixavam-se que estava demasiado quente. Para mim estava boa, que eu sou friorento. Estava pouca gente na praia. Alguns putos à pesca. Creio que não conseguiam pescar nada, mas divertiam-se muito. Um aniversário, algumas famílias, tudo tranquilo. Só há que ter cuidado com ouriços e vidros que se possam esconder nas areias.

Quim em São Tomé e Príncipe

criado por rubens_n    14:33 — Arquivado em: Sem categoria

22 de fevereiro de 2010

UMA REFEIÇÃO SUPIMPA

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Cachupa de peixe. Foi o que estávamos a comer num restaurante tasco, agora ao almoço. Muito bom, apicantado, acompanhado por uma boa cerveja. Nacional é uma boa cerveja. Dantes chamava-se “Crioula”, agora já ninguém faz o esforço de lhe chamar outra coisa senão Nacional, pois é a única cerveja nacional. É mais amarga do que as nossas, vem em garrafas de meio litro e é mais barata. Já não tem sequer rótulo. Economia de meios, dir-se-ia em qualquer meio capitalista. Arrisquei a beber por um copo lavado com água sem ser fervida. Sei que arrisco, mas se não ingerir uma série de bactérias também sei que não terei defesas nenhumas contra coisas mais graves. Vamos ver se fico de caganeira ou não. Sobremesa com safu. Safu é um fruto pequeno como uma tâmara grande. É grelhado e come-se sem pele. Tem um sabor mistura de abacate com leve sabor a petróleo. É o melhor que consigo descrever. No fim a agradável surpresa é que pagámos, por duas cahupas e 3 bifes de porco com batata frita, cerveja, coca colas e safu, aí uns 18 €. É uma tasca agradável que não conhecia. Há sempre novas coisas para conhecer na cidade de São Tomé.

Enquanto comíamos e falávamos via a nuvem que se aproximava. Estávamos justamente a conversar que não chovia há bastante tempo, que era preciso, entre outras coisas para amenizar o calor. Começou por uns pingos esparsos, grossos como pingos muito grandes. Faziam barulho quando batiam no telhado de zinco da esplanada onde estávamos. De repente parece que o céu se abriu de repente para deixar cair uma chuva pesada, de pingos grossos como não há na Europa mesmo que sejam grossos. São assim as chuvas por aqui. Afastámos a mesa mais para o centro da esplanada debaixo do telhado de zinco, já a prever que a água salpicasse ou inundasse o chão. Inundou tudo! Chão onde estávamos, rua, ar e terra. Chuva que varre tudo, que lava, que limpa, que refresca, que fertiliza o que vemos e o que não vemos. O almoço foi soberbo.

Quim em São Tomé e Príncipe

criado por rubens_n    10:59 — Arquivado em: Sem categoria

TURISTA CALORENTO

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Por Quim

Está calor. Aquele calor de que me lembrava. Pesado, espesso, pegajoso. Aliás o que pega e cola é a minha roupa contra o meu corpo, a minha pele contra as coisas, as coisas contra mim, tudo cola. Olho para os outros e vejo-os brilhantes de pérolas de suor por todo o corpo, claro, mas especialmente nalgumas partes do corpo, como a testa, ou as fontes. Os cabelos colam-se e tornam-se molhados. Decididamente a carapinha é muito mais útil por aqui. Os meus músculos já incharam um pouco, a pele retesou-se e dói um pouco. Tenho de beber água, muita água. Quando desci do avião até nem me pareceu muito calor. Parecia-me como se estivesse numa sauna fraquinha, assim no início, mas só eram 6 da manhã. Depois, ao pequeno almoço em casa do meu amigo Luís, entre pão com manteiga, sumo de ananás, ovos mexidos, mangas e cajamangas, lá me foram explicando que tem estado muito calor e que não chove e que ainda era muito cedo e por isso ainda não fazia muito calor.

Não tinha dormido no avião. Nunca consigo dormir mesmo a sério no avião. Dormito só alguns minutos e chega. Não consigo atinar com aquela coisa de dormir sentado, de boca aberta, a escorrer baba. Por isso estava muito cansado ao pequeno-almoço. Ainda bem que neste país mantiveram o hábito da sesta. Fomos dormir um pouco. Fiquei com o quarto da Nina, a filha do meu amigo Luís. Um luxo para mim, um mimo do Luís. O quarto é um pouco mais fresco do que na sala, Tem uma cama espaçosa e mais uns móveis agradáveis, e tem uma casa de banho privativa e tudo. Tomei um duche que me pareceu lavar-me até à alma, os suores, os maus cheiros, a viagem, as chatices das bagagens que se perderam pelo caminho, do avião ter estado à nossa espera para embarcarmos, da espera inevitável no aeroporto de São Tomé para fazer a reclamação da bagagem. Depois do duche atirei-me para cima da cama e adormeci quase de imediato.

Acordei umas duas horas depois, bastante melhor. Senti calor. Desta vez um calor mais espesso, mais abafado. Pus os pés no chão, enfiei umas chinelas de borracha de enfiar no dedo, vesti uma t-shirt limpa e levantei-me. O movimento teve de ser lento. Arrumei as minhas coisas no quarto, levei o computador para a sala, para escrever. Em frente à porta-janela que dá para a varanda corre uma pequena aragem que faz com que a roupa se me cole mais à pele, de cada vez que pára. Chamamos a esse corredor de ar “o nosso ar condicionado”. Mas aos poucos, vou-me habituando e já começo a sentir energia em mim. Este calor carrega pilhas também. É estranho em mim. Vamos almoçar. De preferência, ao ar livre.

Quim em São Tomé e Príncipe

criado por rubens_n    10:56 — Arquivado em: Sem categoria

19 de fevereiro de 2010

GOSTEI

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“Votei no Cara

Agora voto na coroa

Lá no Planalto

Só quero gente boa”

E por falar nisso, como estão as obras no Palácio do

Planalto? Em abril Brasília festeja cincoenta anos. Fiz-me

Essa pergunta durante o carnaval. Ontem,

“O Globo” mostrava o presidente Lula visitando

as obras. Tomara que fiquem prontas

para as festas de Abril.

criado por rubens_n    10:48 — Arquivado em: Sem categoria

11 de fevereiro de 2010

L’ETERNEL RETOUR

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Quando a gente se casou ela era mais velha do que eu. Ela de 1926, eu de 1928. Eu de junho, ela de Setembro. Pouco, mas fazia diferença. Quem sabe pelo porte altaneiro, os grandes olhos, a beleza, sei lá por que, eu me sentia pequeno, indefeso, inferior, um vira-latas cortejando uma cachorra de raça. O namoro e o noivado foram rápidos. O casamento chegou cedo. O que era para sempre durou pouco. Onze anos e quatro filhos. A diáspora foi amenizada pela compreensão e sabedoria da sogra, que me acolheu. A fina areia escoou na grande ampulheta. A vida deixou marcas, mas décadas depois da separação, acontecimentos familiares, doenças, dificuldades financeiras, fez o que o bom senso, a coisa natural não logrou conseguir. Voltamos a conviver, ela na oitava década de vida, eu um par de meses mais jovem (sic). O que restava daquele amor primaveril? Nela, não sei. Em mim, uma aguda sensação de uma vida que poderia ter sido mais de acordo com os sonhos infantis.

Foi breve o reencontro. Hoje, faz três anos que ela morreu. Sou, agora, um pouco mais velho do que ela.

criado por rubens_n    12:52 — Arquivado em: Sem categoria

LEMBRANÇAS…

Foi bom revê-lo com o mesmo olhar de sempre, tão bem e tão disposto, parece renovado deve ser os bons ares do Rio de Janeiro.

Abraços,

criado por rubens_n    10:58 — Arquivado em: Sem categoria

TOQUE INVOLUNTÁRIO

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* Por Daniel Santos

Da primeira vez que o li, impressionou-me a falta de piedade no trato dos personagens. Lembro que gostei muito daquilo; mais ainda, da elegância de estilo, percebida apenas anos depois, já na juventude.

Vários outros escritores me marcaram, mas aquele … Aquele era especial! Por isso, lia o que fosse a seu respeito. Obra, biografia, entrevistas … Queria saber tudo sobre a tal figura extraordinária.

Quando me tornei quase especialista no ídolo que não me cansava de incensar, pretendi conhecê-lo pessoalmente. Esse dia chegou! Ele faria conferência numa associação de livreiros, e para lá me apressei.

Cheguei com certa antecedência ao auditório apinhado e toquei no ombro de um senhor para que me desse licença. Só depois, percebi: acabara de tocar quem há anos me parecia intocável como um deus!

Leitor e fã, ouvi-o reverente, embora sem lhe dirigir palavra. Dizer o quê? Falar da admiração infantil? Faltou coragem. Vi, assim, o escritor despedir-se e desaparecer. Sumiu na distância onde ainda hoje vive.

criado por rubens_n    10:50 — Arquivado em: Sem categoria

4 de fevereiro de 2010

SUPOSTO DESAMPARO

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* Por Daniel Santos

Apesar de noite avançada, havia cerca de vinte pessoas dentro do ônibus. E todos viram: sonolento a meu lado, um homem dos seus trinta anos desabava sobre mim o vexame de ter de ampará-lo em público.

Sua cabeça acomodou-se no meu ombro, apesar de me esquivar o quanto pude, e mais ainda ao me abraçar como a um travesseiro. Foi quando ouvi risadinhas abafadas, enquanto eu expressava contrariedade.

Tinha de me fazer de aborrecido para não imaginarem coisas, mas a verdade é que o fato, menos incômodo do que parecia, seria até suportável diante de pouca gente; de preferência, meus conhecidos. Mas ali …

Ali, era sumamente constrangedor. Empurrei-o com o ombro, dei-lhe cotoveladas, tossi alto perto de seu ouvido, e tudo o que fez foi se aconchegar ainda mais, desta vez ronronando fonemas algo anasalados.

Tive, enfim, de saltar e larguei-o ao acaso. Da calçada, ainda me fazia de contrariado, se bem me preocupasse o destino dele. Sosseguei ao ver que outro sentava a seu lado. E, como eu, com cara de poucos amigos.


criado por rubens_n    10:38 — Arquivado em: Sem categoria

OI ANA NOGUEIRA

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Hoje é 2 Fevereiro – Dia de Iemanjá – salvo, salve. Há pouco uma pesquisa da FGV informava que a maior parte da administração pública é comandada pela elite petista e sindicalista. Agora a Folha diz: “Governo de Lula acelera criação de cargos nomeados”. Daí que pensei: Maria Luiza, em tempos difíceis, esteve no serviço público. Depois escorraçada, perdeu tudo, perdeu-se e morreu como uma pária, ganhando 1 salário mínimo. Você, meu amor, teve a coragem, a persistência, lutou, sofreu, mas venceu. Venceu mesmo. Obteve um belo título, ganhou a confiança de instituições internacionais, ganha um suado dinheirinho…Você tem o direito de pleitear um cargo no governo, na área educacional. Em Brasília, no Rio, aí mesmo nos Estados Unidos. Sugiro que pense nesse sentido, consulte amigos e prepare-se para solicitar uma vaga condizente com a sua militância e o seu curriculum.

Falei e disse!

Beijos,

Papai

criado por rubens_n    10:30 — Arquivado em: Sem categoria
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