21 de janeiro de 2010

AQUI, ALI E AGORA

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Por Quim

“Que havemos mais de inventar para estarmos aqui querendo sempre ir para outro lugar, que havemos mais de inventar para não querermos nunca o que temos e querermos o que não imaginamos? Olho sempre mais além do que o agora, tentando ver imagens impossíveis, adivinhando cenários errados porque nunca acontecerão, espero sempre aqui ser conduzido para ali até se tornar aqui outra vez e desejar outro ali, outra e outra vez, como se fosse viajante constante sempre obrigado a ir mais longe. E vou e corro e tento atingir essa meta que nunca existe porque vejo sempre outra mais além em cada agora quando vou para ali. Talvez com tempo me ensinem a parar, a olhar, e a saber que o que sempre procuro cabe mais no agora do que no ali. No entanto, para parar tenho de me mover, para ter agora tenho de ter ali, para ir para ali tenho de ter agora, para tudo tenho de querer, de desejar, de procurar, de sonhar. E ir, ir sempre mais além para procurar outra e outra vez, em constantes movimentos que acabam sempre num suspiro aqui e agora.”

Quim

criado por rubens_n    13:34 — Arquivado em: Sem categoria

Sós em definitivo

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- Por Daniel Santos

Foi de surpresa. Desentocaram-nos de suas casas e eles aceitaram o confisco, na ilusão de que alguém reagiria. Mas, nada! Entenderam, então, tardiamente, que a inércia, apesar de confortável, precede a derrota.

Organizados em duas colunas, começaram a descer pela grande ladeira, silentes, em estado de perplexidade, porque nada lhes explicaram, apesar de tantos insistirem e insistirem em saber a razão daquele assalto.

Chegaram, enfim, à praça sob o exame de uma ralé invejosa que tentava discretamente tocar suas roupas caras: mais rebeldes que revolucionários, também essa gente queria encontrar a chave do cofre.

E a queriam só para si. Tanto que não devolveram o sorriso algo covarde com que os confiscados pediam conivência, pois estes precisavam de apoio para se safarem na véspera da exclusão. Mas o apoio não veio!

Sós em definitivo, aguardaram que os chamassem um a um pelos nomes. Depois, não bastasse tanto constrangimento, abarrotaram os vagões de um trem que os dispersou para bem longe dali, sem mais notícias.

criado por rubens_n    11:14 — Arquivado em: Sem categoria

TEA TIME - Inglês em movimento

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Inauguração da TEA TIME – Inglês em movimento

Meus amigos,

O ano de 2010 começa cheio de novidades e, de minha parte, tenho uma interessante para contar: acabamos de inaugurar em Curitiba a TEA TIME, uma escola de inglês para quem já tem bagagem de vida…

A proposta da nossa escola é oferecer aulas de inglês para adultos com mais de 50 anos, em um ambiente amistoso, sem pressa, em grupo ou individualmente. As aulas poderão ser dadas na escola ou na casa do aluno, se assim ele preferir.

Cada aula contará com alguma atividade especialmente estruturada para o aluno: artes, música, cinema, literatura, culinária, cultura, etc, a fim de reforçar as estruturas ensinadas e garantir o aprendizado de novidades! Afinal, aprender um novo idioma é criar uma nova identidade…

A escola ficará no Batel, na Rua Acyr Guimarães, entre a Silva Jardim e a Castro Alves (rápida para o Portão). As primeiras turmas iniciarão as aulas após o Carnaval!

Divulgue essa novidade para sua família, seus amigos e todos aqueles que tiverem interesse! Agradeço desde já!

Ah, sim, mais uma dica: a escola oferece também serviços de tradução, versão e revisão (inglês e português) para todos os tipos de textos nas mais diversas áreas (marketing, jornalismo, cultura, empresarial, site, etc).

Para maiores informações, liguem para mim (celular abaixo) ou para minha amiga e sócia, Lygia – 41 9684-6778. Teremos a maior satisfação em atendê-los!

Um beijo enorme e FELIZ 2010!!!

Renata Gardiano

41 9141-6001

criado por rubens_n    10:06 — Arquivado em: Sem categoria

14 de janeiro de 2010

TRAGEDIA

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O Haiti não é aqui…Ainda bem: bastam nossas mazelas morais e materiais. Uma desgraça dessas desperta-nos para tantas e tantas demonstrações de preconceito, de incompreensão da ironia malsã que nos rodeiam. Até quando? Mas também, trás à luz, expõe de maneira que não pode mais ser negada, o acerto da nossa diplomacia e da generosidade inata de brasileiros como a sra. Zilda Arns. Como disse o cardeal Arns: “não é hora de perder a ESPERANÇA”. AMÉM!

criado por rubens_n    13:21 — Arquivado em: Sem categoria

QUERIDO AMIGO FREIXINHO

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Alegria, alegria por notícias do ilustre casal. Entendi que foi sua filha que encontrou o texto de 29-01-09 no Google, por que, você e eu somos internautas virtuais!

Grande abraço,

Rubens

criado por rubens_n    13:20 — Arquivado em: Sem categoria

SEMPRE NA ESPERA

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- Daniel Santos

Homens, muitos e muitos. De cueca e camiseta. Nas noites de calor, deixam aberta a porta das cabines e espreitam em expectativa o convés por onde, não demora, elas surgem do nada, talvez da espuma das ondas.

Impossível saber qual a mais bela. Vestem o tule e a organza inverossímeis da bruma e desfilam vagarosas como um sonho que não quer terminar, enquanto eles anseiam por um gesto, um sorriso que seja!

Há tempos, quando elas começaram a aparecer, foi a felicidade. No entanto, logo os homens se danaram; alguns, ao menos: ao tentarem alcançar essas que fácil se esfumam, perdiam-se ao fundo do oceano!

A partir daí, para não se perderem de vez, aprenderam a viver na contenção, no aguardo de uma escolha que, a rigor, sabem improvável. Por isso, em vez de avançarem nelas, suportam, mal e mal, a imobilidade.

Quietos como hominídeos com receio de sair da gruta, aguardam sua vez. Quem sabe, uma delas chame. Quem sabe, enfim adormeçam. Quem sabe, o vento bata a porta e termine de vez com a visita do delírio.

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11 de janeiro de 2010

A Tragédia do Àlcool


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Alan Schlup Sant’Anna

Poucos são os que compreendem de modo claro a tragédia humana produzida pelo consumo de bebidas alcoólicas.

Em nosso país as carteiras de cigarro ostentam fotos de doentes terminais e frases como “fumar pode causar doenças do coração e derrame cerebral”.

Por outro lado e, de modo quase hipócrita, as garrafas de bebidas alcoólicas vêm acompanhadas de comentários como “aprecie com moderação”. Por que estas garrafas não trazem fotos de vítimas de acidentes causados por motoristas embriagados?

Ao contrário do que muitos acreditam, a tragédia do álcool se estende muito além dos cerca de 10 milhões de alcoólatras no Brasil.

Dos demais 180 milhões de brasileiros a maciça maioria bebe; alguns um pouco, outros bastante. Muitos não dependentes se embriagam com freqüência.

O álcool afeta de modo grave a autocrítica. Assim, sob efeito desta droga, perde-se grande parte da capacidade de discernimento e tomam-se decisões estúpidas como assassinar alguém, aceitar uma carona suspeita ou dirigir a 190 km/h dentro da cidade. Sim, sob efeito do álcool as pessoas fazem tudo isto e muito mais.

Qual é a minha proposta?

Mantenha distância do álcool, simplesmente não consuma bebida alcoólica nenhuma e isto inclui a cervejinha.

Radicalismo de minha parte, alguns dirão.

Mas eu vou dizer a você amigo, o que eu penso que é radical.

Radical é ver diariamente pessoas serem dilaceradas porque inconseqüentes se embriagaram antes de dirigir.

Radical é ver dois jovens de 20 e 26 anos, em minha cidade, terem suas vidas ceifadas em tão tenra idade por um motorista alcoolizado.

Radical é ver as vidas de quatro pessoas serem eliminadas na esquina da rua de meus pais por outro motorista que se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Radical são 35.000 mortos por ano no trânsito brasileiro.

Metade destas pessoas foi morta pela vulgar cachaça, pelo “elegante” vinho ou pela “inocente” cervejinha consumidas pelo inconseqüente motorista.

Então meu amigo? Será a minha proposta de defesa da vida radical?

É inconcebível que se permita a venda de bebidas alcoólicas em postos de gasolina.

É inconcebível que em uma festa de escola sirva-se álcool aos professores.

Eu sempre pensei assim?

Não. Quando jovem consumi e presenteei pessoas com álcool. Mas percebo hoje a gravidade de meu erro.

A tragédia do álcool é profunda na vida de suas vítimas e extensa por envolver literalmente dezenas de milhares de pessoas anualmente. Esta tragédia não envolve apenas o trânsito, mas a violência nas ruas e nas casas, as doenças causadas pelo álcool e a redução de produtividade.

Sensibilizar as pessoas para a terrível ameaça, dor e destruição causada pelo álcool não é fácil. Em nosso país, como em quase todo o mundo, é cultural beber. As pessoas acham isto natural e até bonito.

A indústria de bebidas gera empregos, divisas e riquezas para o país, isto é inegável. Mas se vamos falar em economia, façamos as contas de quanto esta droga nos custa em destruição de veículos, tratamentos caríssimos para as dezenas de milhares de feridos, redução da força de trabalho pela morte de dezenas de milhares de pessoas em idade produtiva, redução de produtividade no trabalho, absenteísmo nas empresas porque o trabalhador estava de ressaca e um sem fim de outros prejuízos. Não é preciso ser economista ou gênio da matemática para concluir que o álcool nos custa muito caro.

Quanto aos empresários e pessoas envolvidas nesta indústria é preciso que compreendam que seu negócio mata pessoas diariamente. Vale à pena?

Sim, o vinho tinto em doses moderadas é bom para o coração, mas o exercício físico e o suco de uva também são.

É evidente que o álcool tem aspectos positivos, mas e daí, a guerra também tem. O importante a considerar é que o saldo é negativo, em ambos os casos.

Consumir álcool é quase tão estúpido quanto fazer guerra. Ambos matam e destroem.

E o que eu e você podemos fazer por um mundo mais consciente, mais sóbrio, mais seguro?

Comece pelo exemplo. Não beba!

Vamos compartilhar a vida de cara limpa, sóbrios e conscientes de nosso papel como agentes de um amanhã melhor.

Alan Sant’Anna é escritor, palestrante e consultor, autor dos livros DISCIPLINA: O CAMINHO DA VITÓRIA e EQUILÍBRIO EM UM MUNDO DIFÍCIL - EDITORA CIRCUITO. Contato: conexao.consult@terra.com.br

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7 de janeiro de 2010

JORNAL DA ABI - edições do centenário

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O jornal da ABI tem sido um espelho da boa administração da Casa do Jornalista, refletida brilhantemente nas edições do centenário da Associação Brasileira de Imprensa.

Difícil é distinguir a melhor apresentação, mas o número 346 me encantou deveras. Além do conteúdo, fiquei feliz de apreciar duas caricaturas do veteraníssimo Adail na matéria: “as artes plásticas e o futebol”, nas quais ele homenageia Pelé e Garrincha: geniais!

criado por rubens_n    15:06 — Arquivado em: Sem categoria

SEM VOLTA

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- Por Daniel Santos

Ria tanto, e sem motivo aparente, que mal se agüentava em pé. A boca sem dentes e o corpo vacilante como se prestes a atacar tornavam-no amedrontador. Ria, por isso, ainda mais. Ria-se mesmo de sacolejar.

Apesar de tanta debilidade, resolveu atravessar a praça de circular vertigem por onde as pessoas volteavam em busca do rumo. A meio do caminho, encontrou um igual e se ampararam num abraço a calhar.

Depois, cheiraram cola e riram quase até caírem no meio da praça que girava. No ouvido, um zumbido os elevava acima da realidade. Melhor, impossível! Então, cheiraram mais, que a liberdade vicia.

Nunca mais a clausura do cotidiano – diziam-se pelo olhar. E foi assim, de comum acordo, e sem o previsível drama, que pegaram suas facas no bolso da calça. Um, dois golpes certeiros … e estava feito!

Tombaram ainda rindo no centro do passeio concêntrico, em definitiva síntese. Os passantes – antes chocados, curiosos – pisavam agora com rotineira indiferença a tintura do sangue sobre a última vertigem.

criado por rubens_n    14:38 — Arquivado em: Sem categoria

SEM VAIAS

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- Por Daniel Santos

Magnífica – ela mesma dizia de si. E ninguém discordava, porque, dia após dia, noite após noite, infatigavelmente, impunha seu pessoal espetáculo, aplaudido em cena aberta por amigos e familiares, seduzidos.

No centro do palco, imersa em luzes do esplendor, ela dominava toda a circunstância. Muito habilidosa, representava e investigava a reação de cada espectador, a um só tempo. Tinha de fasciná-los, sem cessar.

Sim, ela controlava a própria adoração, mas, com o tempo, descuidou do repertório, esqueceu de renová-lo. Tornou-se, assim, previsível, sem surpresas nem emoção, e os aplausos diminuíram.

Perceberam que interpretava com técnica pífia, cheia de chavões e de clichês. Já não era propriamente espetáculo, mas a exposição constrangedora de alguém que o talento abandonara: uma caricata.

Perdeu platéia, portanto. A maioria dos assentos sem ninguém, ela se aproximou da beira do palco para se certificar da solidão, da ruína. Caiu no fosso da orquestra para nunca mais reaparecer. Nem vaias houve.

criado por rubens_n    14:36 — Arquivado em: Sem categoria
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