30 de dezembro de 2009

NOVO SÉCULO - A PRIMEIRA DÉCADA

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader {margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

O ano 2000 foi emblemático. Um divisor de águas. O fim de um século. O início de outro? Discussões sem fim…No solar das batidas longas tertúlias: Uns achando que o novo século só em 2001. Outros…

De Janeiro a Dezembro escrevi alguns textos; fiz palestras.

O aparecimento de Jónas

Quem é Jónas? Leia o livro dele no velho testamento. Leia lá o livro de Jó. Jonas e Jó são emblemáticos.

Para entender o que eu quero dizer, você precisaria também assistir ao filme “ Poucas e Boas” e o artigo que o filho do Érico Veríssimo escreveu sobre essa obra prima de Woody Allen. E ainda, ler o livro: “A consciência de Zeno”, de Ítalo Svevo.

Chegar a 2001 foi bom demais. Um novo tempo. Uma nova era. Celebração da vida, das amizades, do Amor.

O que escrevo é o meu retrato escrito. Por que não falado? Faço o que sei, o que posso. Recebo o que mereço.

Meu amigo Jorge Luiz Werzbitzki, a meu rogo, teve a gentileza de criar a capa. Grande Jorginho! Seu livro: “Representação Facial Humana Descritível” já vai para a 3ª edição. No fecho do livro a frase de Shakespeare : “todo homem deveria ser aquilo que parece”.

Agora questiono: como descrever o lado interior de um portador do vírus da EEHI – (Encefalopatia pongiforme humana?)

Curitiba, 3º milênio da era cristã.

Post Scriptum:

Quanta besteira Nossa Senhora dos Afogados! Tais sandices afrontariam seus olhos no mês de maio – o mês das flores, dos amigos, dos amores…

Eis, porém , senão quando fui abatido nos idos de março. Essas palavras, idos de março, me afloram acontecimentos trágicos na Roma imperial…já Thomas Stern Eliott fixava abril, o mês cruel. Tanto faz.

O certo é que o encontro de maio foi postergado sine die. Mas, será realizado. Já está acontecendo, agora, para você…Jónas. Jó + Jonas são um só. Vieram para ficar!

PS- 2 – Desejo

Tantas palavras…

Delas não restaram nem o eco…

Fogo fátuo

Tal a chama

Fugaz

De um galho seco…

Estou a fazer setenta e três

Venha ter comigo, Amor

Mais uma vez?

30/06/01

PS- 3 – SEM LEITURA, NÃO HÁ CULTURA

As anotações dormiam no baú de papéis velhos. Passados nove anos os recupero e reflito: mudei em alguns aspectos o meu pensamento? concluo que continuo o mesmo. Chego ao final da década coerente. Este 2009 foi – todos os anos são - emblemático. São simbólicos e deixam marcas. De 1928 até agora, sorvendo tragos doces e amargos, iludo-me ao pensar que consegui eliminar do meu peito amante o travo amargo das desilusões. Que não lamento o que muito quis, em vão, e que estou contente com o que me foi dado. Que sou humilde e nada vaidoso. Que sou bom…Na ante-véspera de 2010 ainda olho para a frente. A estrada estreita-se, mas vamos lá, está baixa a maré, mas vamonessa, que dá pé….

criado por rubens_n    7:57 — Arquivado em: Sem categoria

CONTINUA A MESMA

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Desses críticos do governo, a jornalista Miriam Leitão é, para mim, o ícone. Desde a campanha de 2002 ela só encontra defeitos nos programas governamentais. Mesmo agora, com tantos índices positivos, para ela, as medidas, os projetos, ou são equivocados, ou aquém do esperado. Haja!

criado por rubens_n    7:54 — Arquivado em: Sem categoria

GRANDEZA

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Grandeza

O que Zico demonstrou ao convidar Romário para o jogo beneficente. Grandeza de Romário ao aceitar o convite.

criado por rubens_n    7:48 — Arquivado em: Sem categoria

JÓ + NAS

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Romance? Uma manhã Jónas acorda. Olha a cachorrinha que se estica. É a primeira lição do dia. Distender os músculos. O quarto, sem cortina, deixa-se invadir pela intensa claridade. Jónas está lasso. Não sente o próprio corpo. Pensa. Tem a idéia de escrever um livro. Por que não? Sua vida já é bastante longa. Aos poucos algumas imagens dominam o seu espírito. Como se começa um romance? Jónas rí-se por dentro. Melhor – perguntava-se – como se termina um romance?

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Jónas,Jónas, Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,Jónas,Jónas, Jónas, Jónas, Jónas, Jónas,

Sete vezes? Não. Setenta vezes. Setenta vezes sete. Pois sim.

Do cafundó-do-Judas vem um choro de criança. Susto e dor. Foi sem querer que Jónas deixou a irmãzinha cair da cadeirinha. Lembra-se Jónas? Não foi nada! Onde está você Jónas? O que aconteceu Jónas? Jónas se lembra que aquela moça o pegou pela mão, e juntos desceram a rua. Sente o cheiro de gordura quente e de como lhe soube bem aquele pastel de carne. Mas não há esforço mental, por mais que peleje, que o faça recordar a imediata seqüência do acidente com a irmãzinha.

Jónas, Jónas, não chore rapaz. Quantas vezes precisarão lhe dizer isso? Por que tanta interrogação? Jónas estava em grande aflição. De vez em quando lia a oração no recorte de jornal. Era uma oração para os desesperados, os pecadores, os meninos que, como ele, não sabiam conter-se diante das tentações. Jónas sabia que o pai não o perdoaria. Jónas, habilmente, aprendeu a abrir a gaveta do criado-mudo. Com uma chave-de-fenda afrouxava os parafusos – o de cima e o de baixo da placa de metal que segurava o cadeadinho. Quanta coisa interessante naquela gaveta! Um mini-canivete com as bandas de madrepérola, a laminazinha se tivesse, um dois centímetros. Um vidrinho com várias bolinhas de mercúrio. Distintivos das Sociedades 25 de Julho e 25 de dezembro. Papeis escritos, balas de fuzil da revolução de 32, um revolver calibre 22, um alfinete de gravata, tendo na ponta três folhas de ouro e no centro um rubi, camisas de Vênus e moedas de prata, muitas, um monte de moedas de 2 000 réis.

Jónas ficava horas entretido com aquelas novidades. Depois de bisbilhotar coisa por coisa apossava-se de uma ou duas moedas e, cuidadosamente, recolocava os parafusos. Tantas vezes repetiu a façanha, até que os parafusos ficaram frouxos.

Com o dinheiro Jónas comprava o “Globo Juvenil”, “O Mirim”, o “X-9” e outras revistinhas. Para lê-las subia até a copa grande mangueira, ou escondia-se no matagal, depois guardava aquelas preciosidades atrás da caixa-de-descarga, na privada.

O pai achou as revistas, relacionou com os parafusos soltos, a diminuição das moedas e Jónas foi avisado de que pagaria caro pela estripulia.

criado por rubens_n    7:46 — Arquivado em: Sem categoria

21 de dezembro de 2009

VIVRE POUR VIVRE

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

“Quem utiliza ou preconiza tratamentos antienvelhecimento está mal informado ou mal-intencionado”. Tais palavras chamaram a atenção deste quatre-vingt-dex, (Já com o prazo de validade vencido, mas ainda chegado a uma dieta natureba e praticante de pilates). A advertência é do geriatra Wilson Jacob Filho. E vem a calhar nesta época de retrospectivas e balanços íntimos. O dr. Wilson discorre sobre o envelhecimento saudável, como sempre faz, na sua coluna quinzenal no suplemento “Equilíbrio”, da FSP. Ele tem email: - wiljac@usp.br se você desejar contatá-lo. Eu tenho meus próprios juízos sobre o tema. Aos cincoenta achava que já estava na hora do adieu. Curioso que o doutor afirma que é nessa meia idade que as pessoas “temem perder as condições físicas e mentais e procuram tratamentos miraculosos”. Bem, o tempo voou e agora, sim, tenho a sensação de que já fiz a minha parte, vivi o que sonhei e olho com calculada indiferença o vai e vem das coisas, tudo muito dejá vu demais.

criado por rubens_n    11:53 — Arquivado em: Sem categoria

VIDA FRÁGIL

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

VIDA FRÁGIL

Sandra já encontrara uma avezinha morta, entre as flores da varanda. Morte natural? acidente? Aurora descobriu a presença dos pequenos gaviões. Pequenos em termos. Voando, a envergadura é de mais ou menos trinta centímetros.

Hoje tive a desagradável experiência de ver o seguinte: as rolinhas que v

êm comer o alpiste, distraídas no ato, e de repente o gavião faz uma investida. Uns quinze passarinhos fogem ao ataque, em debandada por todos os lados. Um, entretanto, refugiou-se na sala. Quando quis sair, colidiu com a vidraça e caiu, morto, sobre o carpete. Para o pobrezinho não pude desejar – “carpe diem!”

criado por rubens_n    11:50 — Arquivado em: Sem categoria

ASFALTO SELVAGEM

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Os ambientalistas explicam: a aparição de animais selvagens na cidade decorre da devastação das matas, onde os animais sempre viveram. Eles buscam alimento nas lixeiras, nas calçadas e se abrigam nas árvores citadinas. Aqui nas Laranjeiras eles são vistos a qualquer hora do dia. Micos, sagüis, gaviões, já fazem parte da população. Agora, o que eu vi ontem, domingo, na rua São Salvador, deixou-me em transe. Um esquilo! Sim, um animalzinho somente conhecido nos desenhos cinematográficos, ali, na calçada, assustadinho, olhar fixo em mim. Parei surpreso e encantado. Chamei a compartilhar do episódio um ciclista, uma senhora que passava e se assustou com meu chamado. O bichinho, de pelo marrom e o grande rabo em forma de interrogação subiu pelo tronco da árvore e desapareceu na folhagem.

criado por rubens_n    11:42 — Arquivado em: Sem categoria

17 de dezembro de 2009

SEM MAIS PREMÊNCIAS

<!– .hmmessage P { margin:0px; padding:0px } body.hmmessage { font-size: 10pt; font-family:Verdana } –>

* Por Daniel Santos

Com a ruína financeira, a fome humilhava. Mas um homem, após homicídio em legítima defesa, decidiu alimentar-se do cadáver que, logo, apodreceria. Pois, fartou-se, proveu os seus e teve idéia de formar estoque.

Em nome da família, claro, se bem abatesse indefesos com rancor do excluído que anseia pela revanche. Alimentava-se secretamente dessa ira, pois, de remediado, chegara à penúria. E quem pagaria por isso?

Com a bonança, alimentos de volta à mesa, ele não precisou mais da ruína para estimulá-lo ao abate – agora, um hábito que a prudência recomendava com a gravidade e a sabedoria dos fatos que se repetem.

E, assim, tem sido. Sem prejuízos nem credores, sem amargar passivos na sua privilegiada contabilidade, tornou-se respeitável. Sai altas horas de restaurantes e vagueia de carro pela cidade à cata de provisões.

Se encontra, veste luvas e avental para evitar respingos, contabiliza mais um dígito no patrimônio. Do contrário, dá de ombros. Afinal, não há mais premências. Aprendeu, também ele!, a repassar prejuízos.

criado por rubens_n    12:33 — Arquivado em: Sem categoria

À PROCURA DE UM PAI

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader {margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Era um menino franzino. O que chamava a atenção nele eram dois lindos olhos azuis. Estava na faixa de oito a nove anos.

Filho de mãe solteira, nunca conheceu o pai. Isso o angustiava muito. Sua mãe era empregada doméstica numa casa, num bairro nobre de São Paulo. O garoto andava sempre limpo, seu lanche escolar era envolto em guardanapo de pano.

Pude observar essas coisas, pois fui sua professora por dois anos seguidos no curso primário.

Eu o amava muito e desse sentimento tinha plena certeza, isto porque ele vivia dizendo: “com essa professora faço o que bem quiser!!”. Era briguento, valentão, agressivo, tremendamente orgulhoso, não aceitava a mínima ajuda de ninguém.

Os patrões e sua mãe se desentenderam e esta foi despedida. O mundo de Zé Pedro, como o chamávamos desmoronou, pois a partir daí foi morar num barraco e lá viveu todas as agruras da nova vida. Tornou-se assim mais agressivo do que já era.

Certa vez provocou um dos colegas para com ele, lutar, empurrando-o. O outro era muito mais forte, espadaúdo porque praticava esportes, tinha já, então, um físico de atleta. Este, por sua vez, não aceitou o desafio. Encostei-me na porta da sala de aula e sugeri:

- Hélio, Zé Pedro quer lutar com você, não o desaponte!

Em seguida começaram a lutar e, em dois tempos, Zé Pedro foi para o chão. Levantou-se cabisbaixo, dirigiu-se para o fundo da sala e deitou a cabeça na carteira, envergonhado.

Logo se refez, perguntando-me:

- Professora, não é verdade que o Éder Jofre também já apanhou na vida?

Concordei com ele e expliquei para a classe que Éder Jofre tinha sido um grande lutador de boxe e fora campeão.

Certa manhã se excedeu nas malcriações comigo. Eu muito irritada lhe disse:

- Zé Pedro, qualquer dia desses mando você para a diretoria.

Havia na classe uma baianinha, que carregando nos “erres”, retrucou:

- Todos os dias a mesma conversa: “Zé Pedro, qualquer dia desses mando você para a diretoria”.

Desafiadoramente, ele se levantou e jogou, no chão, todos os pertences de um colega, que estavam em cima da carteira.

Reagi e o obriguei a recolhê-los. Ele me ofendeu com “palavrões”. Conseqüentemente, foi para a diretoria e daí suspenso por alguns dias.

Quando retornou à escola, surpreendentemente, era outro menino. Passou a respeitar-me. Precisava de limites.

Era o mês de junho e toda a escola estava agitada com os preparativos das festas juninas. Aproveitando a motivação dos alunos pedi a eles que fizessem uma redação. O título era “Uma Festa Junina”.

Corrigindo a redação de Zé Pedro pude perceber ainda mais a sua frustração por não conhecer o pai. Ele escreveu mais ou menos o seguinte:

“Era uma vez um menino que tinha um pai que o amava muito. Seu pai o levou para uma viagem à Europa. Os dois passearam bastante, visitaram lindos lugares.

O pai comprou para o garoto tudo quanto ele queria.”

De repente, Zé Pedro percebeu que fugira do tema da redação e a terminou repentinamente – “Então seu pai comprou muitas bombinhas para ele e foram muitos felizes”.

Larissa, a baianinha, viera de Salvador após a separação dos pais.

Odiou a nova terra, os paulistas, bem como os colegas que a hostilizavam e eram hostilizados por ela.

Seu sonho era rever o pai. Certo dia, conversando com a mãe dela, cheguei à triste conclusão que isso era quase impossível. Diante disso também procurei a sua redação.

Começou dizendo da Festa Junina e de seu traje caipira nas cores roxo e verde que, segundo ela eram duas cores harmoniosas.

Continuou falando sobre a alegria da festa e a tal ponto que fantasiou a presença do pai quando este elogiou a beleza de Larissa.

Terminou a redação dizendo: – “Quando a festa acabou não retirei o meu traje, pois prefiro ser caipira a ser paulista”.

A história de Emilia era também muito triste. Tinha uma vida mais ou menos estruturada. Pai, mãe e irmãos morando todos juntos.

Um dia, seu pai pegou a mãe em adultério e a matou. Foi preso. Emilia e os irmãos foram parar num barraco, onde morava a avó, penso que materna. Procurei dar atenção e muito carinho a ela.

Em certa ocasião, conversando comigo Emilia falou mal do pai, chamando-o de egoísta. Traduzindo – ela quis dizer que ele só pensou na sua própria honra, deixando ao acaso a sorte dos filhos. Tive poucos argumentos para defendê-lo.

Era Natal e chovia muito. A campainha tocou, fui atendê-la. Surpresa!! Lá estava toda molhada, a Emilia, trazendo nas mãos, super protegido, um prato de brigadeiros. Deliciosos!!

Da sua pobreza tirou dinheiro para presentear-me. Era realmente uma alma nobre!!

Tempos depois soube por um irmão dela, que se empregara numa casa de família em Santos.

Lá conheceu um marujo dinamarquês, namorou-o, casou-se com ele e foi morar na Dinamarca. Sempre que podia mandava dinheiro para o sustento dos irmãos.

Dos outros dois alunos citados nunca mais tive notícias.

Zé Pedro, Larissa, onde andarão vocês. Será que Zé Pedro foi pai e deu aos filhos o carinho que nunca tivera?

“Deus, para se explicar, criou um pai na terra”.

Elin Marçal.

criado por rubens_n    11:57 — Arquivado em: Sem categoria

10 de dezembro de 2009

JORNALISMO ON-LINE: MODOS DE FAZER


v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
w\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Valeu a pena despencar-me das Laranjeiras para o lançamento desse livro no Shopping da Gávea. Minha curiosidade era saber se um dos autores era Francisco José Maria Fialho. Não é. O professor Francisco Fialho é professor na Universidade Federal de Santa Catarina. Mas o livro me agradou. É o que há de mais atual na área da Informática. Também pudera: é fruto do trabalho de um grupo de pessoas especializadas, coordenadas pela professora Carla Rodrigues, da Universidade Católica do Rio de janeiro. Sim, a PUC, pioneira na área. Na década de 60, lá estava instalado o primeiro “cérebro eletrônico”, um enorme computador – seria o UNIVAC? – e me lembro da alegria dos engenheiros que participavam dos “jogos de negócios”, organizados pelo IAG. O livro reúne nomes familiarizados com as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação. Escolhi para exemplificação o jornalista Pedro Doria, o qual, escrevendo sob o título: “O futuro é logo ali”, no capítulo 6 : “Visão otimista e objetividade”, crava: “Não é atoa que os leitores questionam a objetividade jornalística. Todo texto carrega um ponto de vista. E, se tornamos aos veículos de imprensa que continuam crescendo no mercado norte-americano, encontraremos a Economist, no mesmo lugar, que não esconde ser um veículo liberal”. Jogada, assim, a citação parece ociosa. Basta, porém, lê-la no contexto para perceber a fina intuição do autor a propósito de toda a problemática da mídia em geral, e da brasileira muito particularmente!

criado por rubens_n    14:11 — Arquivado em: Sem categoria
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://escritoronline.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.