27 de outubro de 2009

CDA em Sorocaba

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Inauguração da Praça Carlos Drummond de Andrade, no dia 31 de outubro de 2009, às 10h. Projeto do vereador Paulo Mendes, aprovado por unanimidade, com a anuência do Sr. Prefeito.

Local: Avenida São Paulo junto ao córrego Piratininga. Fácil: haverá uma pedra no caminho.

A Academia Sorocabana de Letras está em festa. Um grande presente para a cultura de Sorocaba.

Homenagem ao grande poeta mineiro, de Itabira,cidade fundada por dois paulistas. Cidade toda de ferro refletindo o ferro do pico do Cauê, como Sorocaba sempre refletiu o ferro do morro do Ipanema, digo, do Araçoiaba. Tropas por ali passaram e deixaram a sua marca. O som da viola ressoa ao longe e a comida tipicamente mineira que é a tipicamente paulista está em cada casa, com um jardinzinho caipira, árvores caipiras produzindo frutos saborosos e uma sombra deliciosa.

Cordiais saudações.

Myrna

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RHESUS

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* Por Daniel Santos

De vez em quando, um deles aparece. Traz sempre um sorrisinho de perversa assepsia e leva um de nós sem explicações. Leva para nunca mais! Depois, gritos ao longe. E nos entreolhamos em total desamparo.

Vem em dias incertos, passando a flanela nos óculos de lentes muito polidas, enquanto nos espia do fundo da toca de seus olhos sinistros. E escolhe o objeto de seu seqüestro, conforme fazia já com nossos avós.

Assim, há várias gerações! Embora sem respostas, sempre nos perguntamos por que nos querem e, só recentemente, entendemos que nascemos já na clausura. Fazemos parte de um plano que ignoramos!

Não, não vivemos por viver como tudo o mais. Estamos aqui disponíveis, à mercê. E não é bom. Porque quem vai com eles grita de dor, a ponto de ouvirmos daqui, na agonia de não sabermos o que sucede.

Suplicamos socorro pelo olhar. Em vão! Muitos se beneficiam do nosso martírio, parece. Impossível, por isso, qualquer piedade. Aí, quando eles chegam, apertamos nossos filhotes contra o peito. E aguardamos.

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ESTAREI VERMELHO HOJE?

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POR QUIM

Há dias assim na cozinha, é verdade! Lembro-me até da minha avó dizer que quando se estava “vermelha” não se podia andar na cozinha. Por vezes era ela mesma que substituía a criada nos cozinhados. Pois como há dias assim, por vezes tem também de me calhar. Hoje calhou.

Fui às compras para o jantar e decidi-me por uma magnífica posta de espadarte. Grelhada na frigideira só com sal, pensei. Fui buscar couve-flor, cogumelos e natas. Em casa juntei ainda queijo fresco de ovelha, um resto de queijo amanteigado de mistura, orégãos, um ovo para engrossar, sal e pimenta. Coloquei tudo num pirex e enfiei-o no forno em lume altito. O forno era a primeira vez que funcionava, enfim, nunca o tinha experimentado a sério. Comecei a preparar o peixe enquanto o pirex fervilhava dentro do forno.

Começou-me a cheirar a queimado. Quando olhei vi chamas a saírem de dentro do forno. Credo! Larguei tudo, fechei o gás no fogão e na segurança, abri a tampa do forno para ver o que estava a arder e deixar a chama sair e preparei-me para jogar água em cima de tudo aquilo. Bem, o meu pirex cheio daquela mistela da couve-flor lá estava, no meio da fumarada e labaredas, mas estava intacto. Ardia algo por debaixo do forno, por baixo do fogão. É certo que ele está sobre um cartão, por causa das limpezas, mas daí a pegar fogo… Conclui que devia haver alguma coisa, que não vi na altura das limpezas, no fundo do fogão. Fosse lá o que fosse tinha ardido e, espero que consumido. As chamas passavam agora devagar para o tal meu cartão de protecção. Larguei a água para acabar com tudo aquilo e decidi-me a confeccionar a minha refeição da couve-flor no micro ondas. Preparei tudo no dito e deixei lá aquilo a cozinhar enquanto fui finalmente grelhar o peixe. Lavei a loiça que estava suja enquanto tudo cozinhava, pus a mesa enquanto ouvia uma musiquita. Plim! O micro-ondas tinha acabado. Espetei um garfo na couve-flor e ela disse-me que ainda não estava pronta. Mais uns minutos. O peixe ia grelhando, que a posta era grossa. Cheirou-me a queimado outra vez: Era o espadarte a torrar. Tinha-me esquecido da posta de peixe em lume vivo demasiado tempo. Lá virei a posta e baixei o lume. Plim outra vez. Lá tirei tudo do micro-ondas. Desta vez pareceu-me bem. Levei tudo para a mesa e comecei a provar…

A couve-flor estava cozida numas partes e crua noutras, o molho deslaçou e estava líquido em vez de creme, os cogumelos ficaram secos, os queijos não se misturaram. Numa palavra, aquilo estava uma desgraça. A posta do meu espadarte estava torrada de um lado, com sal a mais e sequita nalgumas partes. O que era mais esquisito era tudo aquilo estar assim ou assado só nalgumas partes! Acho que mais logo comerei uma sandes, ou algo assim, a ver se me passa o sabor de toda esta peripécia. Ou continuo e faço uma sopa Knorr… Estarei “vermelho” hoje?

Quim

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22 de outubro de 2009

UM NAVIO NO ESPAÇO OU ANA CRISTINA CESAR

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Título curioso para uma peça de teatro, que estréia amanhã, no Rio. Sem novidade para quem conhece o poema: “é muito difícil ancorar um navio no espaço”, escrito pela poetisa Ana Cristina Cesar.

Na década passada, em Curitiba, tive a oportunidade de ver no palco a obra de quatro mulheres – uma portuguesa, uma argentina, uma americana, e a brasileira Ana Cristina César ou Ana C. todas ungidas pelo dom da poesia e unidas na saída desta vida pelo suicídio.

O título da peça: “As Kamikazes”. Agora vamos ver o que Paulo José e Bel Kutner prepararam para nós. É amanhã no Oi Futuro – Ipanema.

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20 de outubro de 2009

PRIMEIRA DATA

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* Por Daniel Santos

O golfo resume o oceano a uma vogal circular e, dessa letra inicial, o homem partiu sozinho fazia tempo já. Quando não havia mais esperança de regresso, as nuvens rápido se adensaram num toldo só prenúncios.

Toda a gente, ainda sem nome nem noção de destino, acercou-se da praia, onde as ondas alvejavam a areia como papel para a primeira escrita. E a escrita, todos logo entenderam, evoluiria do litoral para o continente.

Aí, do pasmo que enfuna a interjeição, ele surgiu. Ouviu-se um “oh!” de alívio com o valor de uma prece. Não trazia peixes nem pérolas, que outro tesouro convenceu aos seus: mais que ricos, estavam salvos!

Em cada porto, em cada ilha, o bravo vivera uma história. Constituíra, assim, a própria saga. Ao perceber que reunira, afinal, valioso acervo, regressou. Combalido, sim, mas já com barbas de fundador.

Calçaram-lhe sandálias, deram-lhe roupas novas e, em torno à fogueira inaugural, ouviram lendas, fábulas … balbucio do que logo se tornou palavra, língua. E a História tinha já a sua primeira data!



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O MENINO (AINDA) SEM ASAS

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A fotografia original mede 8×5cm. Está amarelecida. Pelo vestido da moça, a roupinha e o corte do cabelo do guri, pelo estilo da cadeira, da mesa, é uma foto muito antiga. O local imagina-se, um quintal de antigamente, muito verde e florido. È quando se lê, no verso, a mensagem escrita à tinta azul, com caneta e pena de aço, que as dúvidas somem. “Homero: guarda este retratinho seu, pois eu já estou muito velha por conseguinte quero me desfazer de antigas recordações.” – Bila. E na margem da foto a identificação: H.H. menino. Bila era uma tia. H.H. é Homero Homem, o grande poeta que : cabra das rocas, menino de asas, deixou o Rio Grande do Norte e, como jornalista e poeta, conquistou a cidade do Rio de Janeiro, que ele muito amou e cantou em versos imortais. H.H. guardou o “retratinho”. Alzira, musa e guardiã da glória literária do marido, dele não se “desfez”. Homero Homem de Siqueira Cavalcanti faleceu em 1991. Viveu setenta anos.

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TIM-TIM!


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Marilda, Mariângela, Ana Maria. Primas, amigas, mães, avó…

O mesmo signo, a mesma garra!

Marilda e Ana, dia 29. Mari dia 31.

As três de excelentes safras da década de 50.

Parabéns a elas. Tim-Tim

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15 de outubro de 2009

CRIATIVIDADE NA TERCEIRA IDADE

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Roza de Oliveira

(Curitiba,1º de outubro de 2009 – Dia do Idoso)

Ser criativo na terceira idade

é sublimar os próprios desenganos!

Sócrates – a lira, aos setenta anos ,

aprendeu e tocou….na intimidade!

O filósofo, em criatividade,

uniu-se aos demais gênios – mais que ufanos:

Michelângelo – Goethe – soberanos

astros e gênios na melhor idade!

Em nossos tempos Cora Coralina

nos seus setenta, jovem se insinua

nas poesias tão puras, que ao escrevê-las

revela, em sua arte cristalina,

que lançando sua rede ao mar da lua

busca as estrelas … tão somente estrelas!!!

criado por rubens_n    14:01 — Arquivado em: Sem categoria

PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

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* Por Daniel Santos

Cedo, percebeu: haveria sempre poucas chances para si, enquanto persistisse o fascínio dos pais pelo filho mais velho. A este, ele não queria mal, mas ansiava secretamente por distinguir-se à própria custa.

E aconteceu. Talvez Deus tenha ouvido suas preces ou, quem sabe, a vida lhe sorriu com esgar sinistro. Fato é que o irmão morreu! Ouviram uma freada lá fora e quando acudiram era tarde. A família, então, ruiu!

Ainda impúbere, e realizava já a própria síntese. Quanto ao mais novo, ganhou um quarto só seu, além de herdar as melhores roupas, os sapatos mais caros e os brinquedos que divertiram o primogênito.

Agora, tudo do bom e do melhor. Não tinha mais de seguir o exemplo do finado nem arriar-se de desimportância sob o arco da sobrancelha que o outro costumava levantar num assomo de soberba.

Os pais ainda o olham como prêmio de consolação. Questão de tempo – acredita o garoto, já esquecido do irmão. Beija pai, beija mãe e aguarda que retribuam. Mais dia, menos dia, acontecerá. Que outro jeito?

criado por rubens_n    13:58 — Arquivado em: Sem categoria

DO TABLETE DE BARRO AO LIVRO ELETRÔNICO

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No dia 21, quarta-feira, às 19 horas, Geraldo Bonadio fará a abertura do Seminário Internacional de Literatura, na III Expo Literária de Sorocaba, SP. O Seminário é uma realização da Academia de Letras de Sorocaba – “Terra tatuada de Sonhos”.

criado por rubens_n    13:53 — Arquivado em: Sem categoria
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