30 de julho de 2009

ONDE ESTÁ GABRIEL BUCHMANN?

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} h2 {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; mso-outline-level:2; font-size:18.0pt; font-family:”Times New Roman”;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>

Essa é a história de Gabriel Buchmann. Gabriel é um economista brasileiro de 28 anos que está perdido desde sexta da semana passada no Monte Mulanje, no país Centro-Africano do Malawi, um dos países mais pobres do mundo. Precisamos de ajuda para manter o assunto na mídia e garantir a continuidade do apoio governamental. Explicamos como no final do e-mail.

Ao longo do último ano, Gabriel Buchmann viajou por dezenas de países na Ásia, Oriente Médio e África. Sempre com poucos recursos, a base de20carona e com a ajuda de pessoas locais. Sua intenção era conhecer o mundo, suas belezas, suas dores, seus erros, a pobreza, a injustiça dos homens contra a natureza e contra seus semelhantes.

Gabriel é um economista brilhante. No vestibular, foi primeiro lugar geral na Puc-Rio. Na faculdade, fez duas graduações: em Economia e Relações Internacionais. Ao longo da faculdade ganhou 2 bolsas para estudar na Europa, na Science-Po francesa e depois na Universidade de Madri.  Voltou ao Brasil para completar sua monografia, em reforma agrária. Depois, iniciou o mestrado na própria Puc-Rio, defendendo a dissertação sobre a interação entre educação, fertilidade, e o sistema político do país.

Ao terminar o mestrado, ingressou no centro de políticas sociais da FGV onde trabalhou na avaliação de diversos programas do governo. Essa seria sua preparação para o seu doutorado em economia da pobreza, na Universidade da Califórnia.

Antes do doutorado, Gabriel falou que precisava entender a pobreza mais de perto, e essa foi uma das suas razões para sua viagem à Ásia, Oriente Médio e África. Não que ele não a conhecesse. Ainda na faculdade, embarcou num avião do correio aéreo nacional para a Amazônia, onde subiu o pico da neblina e conviveu nas comunidades pobres locais. Abandonou o verão do seu Rio de Janeiro para passar meses em cidades do sertão nordestino, onde fazia questão de ir às cidades mais pobres e se hospedar na casa das pessoas humildes da região. O seu interesse era a vida deles, os problemas deles.

Para Gabriel, a estrada é conhecer e viver. Esse é um trecho do e-mail que ele escreveu no dia primeiro de junho (veja mais no blog:http://ajudegabrielbuchmann.blogspot.com/ )

“mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei…hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais,  gastando uns 2-3 dolares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc…to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo=2 080% dos meus gastos pra africanos pobres… e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas…esse amigo meu congoles, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal…”

Malawi era o último país que ele iria visitar. Dia 28, estaria (está!) com viagem marcada de volta ao Rio. Gabriel já está desaparecido há uma semana, mas em 1994 um Malawiano passou 3 semanas sozinho no monte, sendo encontrado numa trilha após ter desmaiado de fome. Houve ainda outros casos de resgate. NOS AJUDE A MANTER A CHAMA ACESA!

COMO AJUDAR:

É preciso manter o assunto na mídia! Para isso, use sua imaginação e esteja livre para ajudar da forma como achar melhor. Aqui vão algumas sugestões:

a) Dê forward desse e-mail para o maior número de=2 0pessoas que puder. Essa é uma corrente do bem.

b) Mande e-mails para jornalistas e bloggers. Temos que divulgar na imprensa e nos meios digitais. Em vários jornais, colunistas colocam seu e-mail ao final da coluna, peçam para eles para falar do assunto!

c) Coloquem o link em seu twitter, facebook, MSN. Nosso Twitter é ajudegabriel.

d) Comentem as notícias que aparecem na mídia! É fácil achar na uol, no globo.com, em vários portais.

RECEBA UPDATES DA SITUAÇÃO DE GABRIEL:

Mande um e-mail para ajudegb@hotmail.com

CLIPPING DE NOTÍCIAS:

Helicóptero começa buscas por brasileiro desaparecido na África

G1.com.br - ‎23/07/2009‎

Um helicóptero começou as buscas pelo economista Gabriel Buchman no monte Mulanje, no Maláui, na África, nesta quinta-feira (23). 

Helicóptero sobrevoa área onde brasileiro sumiu no Malauí

Estadão - ‎23/07/2009‎

RIO - Um helicóptero começou a sobrevoar nesta quinta-feira, 23, o Monte Mulanje, no Malauí, onde o economista franco-brasileiro Gabriel Buchmann, …

Tempo melhora e Malauí intensifica buscas por brasileiro desaparecido

bbc brasil - ‎22/07/2009‎

As operações de busca para tentar localizar o brasileiro Gabriel Buchman, desaparecido em uma montanha do Malauí desde a semana passada, 

Tempo melhora e Malauí intensifica buscas por brasileiro desaparecido

Estadão - ‎22/07/2009‎

Equipes de resgate esperam pela chegada de um helicóptero do Zimbábue para ajudar nas buscas. As operações de busca para tentar localizar o brasileiro 

Tempo melhora e Malauí intensifica buscas por brasileiro desaparecido

O Globo - ‎22/07/2009‎

As operações de busca para tentar localizar o brasileiro Gabriel Buchman, desaparecido em uma montanha do Malauí desde a semana passada, 

Tempo melhora e Malauí intensifica buscas por brasileiro desaparecido

Terra Brasil - ‎22/07/2009‎

As operações de busca para tentar localizar o brasileiro Gabriel Buchman, desaparecido em uma montanha do Malauí desde a semana passada, 

Tempo melhora e Malauí intensifica buscas por brasileiro desaparecido

Último Segundo - ‎22/07/2009‎

As operações de busca para tentar localizar o brasileiro Gabriel Buchman, desaparecido em uma montanha do Malauí desde a semana passada, 

SRZD | Família de jovem desaparecido na África se mobiliza na luta 

criado por rubens_n    10:54 — Arquivado em: Sem categoria

VEXAME

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader {margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 82.65pt; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Estou em dúvida. Conto? não conto? É tão vexatório…Mas é como tenho me conportado – vivendo e escrevendo. Que foi horrível, isso foi. Deu-se que eu já estava entre o feijão e o sonho e o telefone – tirrrrim! Era a voz da minha filha, em prantos; “Pai, me ajuda pai. Fui assaltada, eles querem dinheiro, me ajude pai. Nisso a voz do homem: - “e aí doutor, quer que eu mate sua filha? Você está sozinho? Tem dinheiro em casa? Eu, em desespero, chorava e pedia que poupassem a vida da minha filha. Ela voltou ao telefone e, mais aliviada instruiu-me : “ pai, fique calmo, não me ligue (eles estão com meu celular) nem fale com ninguém. Muito menos com a polícia. Eles não me maltrataram, só querem quinhentos reais, tá ouvindo pai? Se acalme, pai, eu te amo. Pai, faça o seguinte: assine um cheque de quinhentos reais, procure uma farmácia, ou super mercado, ou posto de gasolina, e faça uma recarga automática do celular para os telefones, tais e tais. No primeiro você deposita trezentos reais e no segundo duzentos reais. Entendeu pai? Pare de chorar e repita o que lhe peço. Tá bem pai, assinou o cheque? Então vá – “Filha, to saindo, vai dar tudo certo, tá? Me ligue daqui cinco minutos…

Noite chuvosa, com muito vento e frio, lá fui pela rua escura, calçada empoçada. Entrei na farmácia onde a turma da manhã me conhece. Mas a turma da noite…Dirigi-me ao primeiro: “você me conhece?” – “não senhor…” Eu sou freguês antigo, quem me atende é o Lúcio. Eu preciso de ajuda. Tenho aqui um cheque de quinhentos reais e preciso de recarga automática para enviar trezentos reais para um número e duzentos para outro número. Vocês podem fazer isso? “Nos rostos dos três vi o fracasso da empreitada”.Meu senhor, disse um deles – nós até podemos providenciar a recarga, mas o máximo que a empresa do celular aceita é cincoenta reais. E não podemos aceitar o seu cheque.” Acho que isso de aceitar o cheque não foi expressado em palavras, mas se eu fosse ele, teria dito : bastava olhar para o meu rosto aparvalhado, cabelos despenteados, molhado como um pinto. Saí pela praça cheia de gente comendo e bebendo. A chuva caía grossa e encharcava meus sapatos. Onde ir? Nas lojas Americanas? No posto de gasolina da rua Bento Lisboa? Andei, andei, pela escuridão, sentindo o tempo passar. Como foi me acontecer isso? Olhei o relógio: 22h20m. Já fazia meia-hora do telefonema. Era mesmo a voz da minha filha? Por que o silêncio? Meu celular no bolso, será que estava desligado? Não sei lidar com esse modernismo. Decidi: vou cancelar minha assinatura. Quando começou, o pré-pago, custava quarenta e nove reais. Agora paguei mais de oitenta na fatura deste mês. Será que era a voz da minha filha? Eu não chorei de verdade: imitei o desespero das mães de filhos seqüestrados, gritando, choroso, mas de olhos secos. Por que não ligaram? Dei o número do meu celular para que acompanhassem meus passos e providencias.

Na casa Sendas do Largo do Machado coloquei o cartão da CEF no banco 24 horas. Depois das 22 horas os saques são de cincoenta reais. O que fazer? Abordei uma funcionária da caixa do supermercado : “ sim, nós fazemos a recarga da claro. Só preciso do número do seu celular. Coisa fácil. O número está escrito no verso do aparelho. E o Senhor tem os números dos celulares para remeter os quinhentos reais? Que droga! Que droga! Cadê os números, cadê o papel onde anotei? “Pai, anotou direitinho? Então repita”. Repeti, estava tudo certo. Deixei cair? Não está neste bolso, nem neste…onde estará? “A que horas fecha a loja?” – “As 23 horas” – disse a morena, apiedada de mim. E ainda percebi os olhares indagadores dos três fregueses na filha, por mim interrompida. Sai pela rua nova, 22:40m, estranhamente sereno e conformado. –“Quer que eu mate sua filha, doutor? O senhor é pobre? Não tem quinhentos reais em casa?” Eu tinha uns trinta ou quarenta…Sim, aposentado, pobre, passara a tarde tentando um empréstimo…O nome oficial da rua nova transportou meu pensamento para uma manhã de 1972. Eu estava em minha sala atendendo a um grupo de repórteres. No dia anterior um incêndio destruíra a fábrica de formulários contínuos, da gráfica AGGS, ali na avenida Brasil. O prejuízo – total. Mas na sede da empresa, nas imediações, eu fizera uma declaração à imprensa, agradecendo à Providência, por não ter que lamentar perdas humanas. Ledo engano! Ao findar o rescaldo, cinco corpos carbonizados apareceram no Vestuário. Como explicar isso?

Nesse momento de saia justíssima, recebi um telefonema: “Seqüestraram nossa filha!” Encapuzados invadiram a casa e a levaram, sabe Deus pra onde…”

Aturdido, dei por terminada a entrevista e fui à sala do meu chefe relatar meu drama pessoal. Ele, general reformado, uma pessoa boníssima, olhou-me paternalmente: “Sinto muito, meu filho. Vá cuidar do seu incêndio particular”. Eu estava sereno, os pés molhados, do rosto corriam lágrimas. Lembrei-me do vice Alencar antes da penúltima operação: “Seja o que Deus quiser”. Lembrei-me também da crônica de Carlos Heitor Cony, lida naquela tarde, na “Folha de São Paulo, da qual destaco: “em linhas gerais e para fim particulares, estou morto e alguns ainda não sabem.

Nos minutos seguintes antes de chegar em casa, tive pensamentos miseráveis, dos quais muito me envergonho. Mas como já morri, considero-me perdoado. Minha filha estava em casa, meio assustada pela minha ausência. Sim, fui vítima de um trote. Que VEXAME!!!!

criado por rubens_n    10:07 — Arquivado em: Sem categoria

LA VIE EN ROSE


v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
w\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
<!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

* Por Daniel Santos

Tudo feliz no mundo das imagens que consagram a aparência. Tudo rosa – cor sem ofensas. Processos se adensam até a tensão, mas o risco de se alterar o tom, de carregar nas tintas, faz tudo refluir à harmonia imposta.

A lei manda ser feliz na época mais aflita, quando, por impossível seguir avante, os impulsos se concentram no espaço que deveria já ser passado. Vive, assim, a recorrência pífia de um gerúndio sem ereções.

Hoje, o presente é para sempre, e a fermentação intestina, a emissão de gases sem válvulas de escape, concentra o risco de uma explosão para dentro, de uma implosão que reduzirá a História a vácuo, menos que nada.

Agora, nem passado nem futuro, nem começo nem fim! O que há se ocupa da manutenção da permanência: renova procedimentos, altera o design, mas não sai de si, que só de si sabe falar. Sozinha, resmunga.

No mais, é essa felicidade à força, velhice proibida, morte adiada! E morrer seria uma saída, um novo curso ao tempo que empacou gago. Por ora, é isso: tudo rosa, muito, muito aquém do revolucionário vermelho.



criado por rubens_n    9:35 — Arquivado em: Sem categoria

O ARTISTA PLÁSTICO FIALHO


v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
w\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:21.0cm 842.0pt; margin:3.0cm 2.0cm 70.9pt 2.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;}

Vida, arte e amores marcam uma existência cheia de inusitados cenários e momentos passados e presentes!

Filho de diplomata brasileiro (indicado pelo Barão do Rio Branco) e mãe húngara. Jornalista foi correspondente internacional de jornais brasileiros importantes, administrador de empresas, relações públicas, especialista em comunicação dirigida, o poliglota Francisco José Maria Fialho, belga de nascimento, viajou por boa parte do mundo e vivenciou literalmente mil e uma experiências. “Essa prática existencial o leva a encontrar na série “Conexões Interpretativas” uma forma de expressar uma visão de mundo em que, por meio do desenho, torna-se possível dizer que os elos ainda existem, apesar de tênues. FJM Fialho oferece a possibilidade de um dialogo entre a sua interpretação de mundo e a dos outros através da sua arte. Não há dogmatismo, afirma o artista, mas a sensibilidade mostrada pela construção de linhas que ligam os espaços e transmite, ora com delicadeza, ora pelo uso de tons mais quentes, uma visão rica e pessoal de um mundo cada vez mais complexo.”, escreveu sobre Fialho Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integrante da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA- Seção Brasil). Assim, debruça-se numa frenética realização de desenhos a caneta e pinturas em acrílico sobre tela.

Segundo Fialho, cada um de nós está imerso hoje num mundo de relações pautadas pela velocidade. Isso faz com que participemos do coletivo, embora, paradoxalmente, ocorra uma progressiva individualização. Fazer parte de um todo sem se sentir parte dele constitui um peso e um desafio para os artistas plásticos. As ligações entre as formas são altamente expressivas no processo de erguer uma espécie de castelo ou paisagem que não é urbana ou rural, mas interior. Trata-se de uma espécie de documentação pessoal e abstrata de um caminhar pelo mundo que procura fugir do óbvio para mergulhar nas emoções.

O artista iniciou seus estudos em Budapest (1938) com o professor Nemay, um coronel aposentado da guarda Hussardaque o iniciou na pintura com pastel e o fez trabalhar com aquarela e guache. Passando pela Colômbia (1942) com as mudanças acompanhando os pais, foi aluno de Scheinenberg, que o preparou na arte de desenhar com ‘fusain’(carvão). De pitoresco, lembra Fialho que sua mãe muito católica e apreciadora das artes da “cria”, mandou para a pinacoteca do Vaticano, onde seu pai havia servido por um período, dois quadros seus. Ele, na época, nem sabia o que isso significava. Apenas lembra-se do professor Langdon do ‘Angels and Demons’ de Dan Brown, que se enroscou nas empoeiradas salas dos arquivos do Vaticano, observa singelamente. Já no Brasil, freqüentou o estúdio de Hernestina Karmann, que pintava com betume. O ano era 1967. Participou de exposições coletivas e algumas individuais, sendo uma no antigo prédio dos jesuítas na Paulista (Colégio São Luis). Dois quadros estão na pinacoteca da congregação. Uma de suas produções artísticas mais impactantes foi uma série sobre a poluição, então, de Cubatão, recorda-se.

Agora, como prefere pontuar Fialho, recomeçam as suas andanças pelas artes plásticas e visuais tendo como preocupação a busca de formas de representar a angústia da comunicação entre seres humanos. Observa que a comunicação hoje em dia como epicentro de uma revolução socioeconômica, trazendo legiões de excluídos para uma participação mais ativa nas soluções políticas e econômicas da sociedade produtiva. TVs, Celulares, sistemas redundantes contribuem mais dramaticamente para que setores das populações do mundo, antes isolados, passem a interagir nos acontecimentos que movimentam a sociedade. Esse é o desafio que o entusiasma em suas produções e preparação de mostras e exposições, inclusive em mídia digital. E tal como afirmou o compositor, pretende estar onde o povo estiver.

PS : Fialho querido. Aqui está transcrito o belo texto de suas atividades pictóricas. Agora, amigo, sua memória sobre mim ainda falha. Da Academia de Letras do Piauí era nosso chefe Armando Madeira Basto, que sucedeu Pedro Paulo. Meu modesto currículo fez-me representante da Academia Sorocabana de Letras (onde nasci) e em Curitiba sou sócio do Centro de Letras do Paraná. É isso..

Rubens

criado por rubens_n    9:32 — Arquivado em: Sem categoria

23 de julho de 2009

BANALIDADE DO BEM



* Por Daniel Santos


A abundância cumpre papel caritativo, antes a cargo da fé que consolava perdas. Nega-se, hoje, a finitude com cópias reproduzidas num processo descartável até saírem de voga, sem mais carências a lamentar.

Ou não foi o que vimos durante a transmissão do maior espetáculo da Terra, ou seja, do velório do megastar Michael Jackson, organizado não por uma empresa funerária, mas de…marketing? Resultado: sucesso total!

Afinal, tamanha a dor da ausência inegociável que o espetáculo tinha mesmo de superar o objeto da cerimônia: o cadáver no esquife. E mais suas reproduções na tevê, nos telões, nas revistas, nos sites vários.

Para onde quer que se olhasse, havia sempre mais um Michael e mais outro e outro mais, sempre dançando a salvo dos mortos-vivos de “Thriller” que, na realidade-real, na realidade ao vivo, levaram-no, enfim.

Mas a cópia desmentia a finitude e, se nada havia terminado, instalou-se a festa. Num cenário à altura do homenageado, o show-bizz norte-americano deu o melhor de si, incluídos decotes de corar querubins.

Leilões, sorteios, rifas…O capital da crise moveu-se promissor, a ponto de um ingresso para o velório chegar a 20 mil dólares! – pouco, na certa, para adquirir toda a tralha que a grife MJ produzirá doravante.

Porque tem sido assim no país do “faz-de-conta”, onde Hollywood e Disneylândia imperam como ícones da ilusão rosicler, do bem a qualquer custo, na marra: nada termina, tudo se transforma. E vende como quê!

Por isso, no dia seguinte ao velório, o ponto alto do espetáculo: o corpo pranteado desaparecera! Para onde teriam levado Michael? – especulações valorizavam o produto que, ainda insepulto, já faturava.

É o princípio da droga, da compulsão, da recorrência que faz do consumidor um dependente. Ou seja, se parar de comprar, chora, porque terá de encarar as asperezas de um cotidiano que Prozac e Viagra douram.

O pagamento do dízimo garantia, antes, a bênção das almas, mas o mundo prático que execra o espírito busca alívio no shopping. Nada como umas comprinhas. Ficamos leves com quem anda na Lua, em Moonwalk.


criado por rubens_n    10:23 — Arquivado em: Sem categoria

16 de julho de 2009

MARI NOGUEIRA EM GRAMADO

A atriz Mari Nogueira estará no Festival de Gramado. O filme de curta-metragem Teresa, de Paula Szutan e Renata Terra, no qual ela atua foi selecionado para o prestigioso festival, que vai de 9 a 15 de agosto. Vamos torcer para que ganhe o Kikito.

criado por rubens_n    11:40 — Arquivado em: Sem categoria

14 de julho de 2009

UM ENSAIO TEOLÓGICO

QUEM FOI QUE DISSE/QUEM FOI QUE DISSE QUE

“O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”.
II Cor. 3:6

“E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”.
II Tm. 3:15

De que letra Paulo falava quando afirmou que a letra mata, mas o espírito vivifica?

Não pode ser da letra da lei de Deus, que é perfeita, e que, além da tradição oral, devia ser impressa para a memorização do povo.

Todavia, a letra sem o conceito pode ser muito mais perigosa do que se pode imaginar.

Quem foi que disse:

“Eu sei, e disso estou persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesmo impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura”?
Rm. 14:14

E quem foi que disse que, porque alguém não considera uma coisa impura, ela se torna pura, se cada coisa tem a sua natureza independentemente de subjetivismos?

Se assim fosse, cada um poderia estabelecer a sua própria moral.

Quem quiser conhecer o que é impuro, tem de consultar as Sagradas Escrituras, porque a moral humana precisa de um referencial.

Quem foi que disse:

“Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela?”
MT. 5:28

E quem foi que disse que Jesus se referia à atração sexual?

Porque a libido não é controlável.
Um homem não deseja uma mulher porque decidiu desejá-la, senão porque a sua predisposição biológico-hormonal impõe.

Mas pode controlar a intenção, à qual o Mestre se referiu.

Ninguém pode evitar que um pássaro voe sobre a sua cabeça, mas pode impedir que faça um ninho nela, é um chavão que não custa nada enfatizar.
Quem foi que disse:

“Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”?
Rm. 11:29

E quem foi que disse que Deus não pode retroceder em suas concessões, se não houver correspondência daquele a quem foi feita a concessão?

“Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam, serão desmerecidos”.
I Sm. 2:30

Em realidade, não é Deus quem retrocede. Ele permanece em sua paralela; nós é que perdemos a direção.

Quem foi que disse:

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão”?
Ex. 20:7

E quem foi que disse que não se pode pronunciá-lo em tempo algum, como faziam os judeus da antiguidade, porque não fora essa a proibição?

Quem quiser ser mais realista do que o Rei, vai descambar para a idolatria. Vai produzir espaços vazios que, no caso específico desse mandamento, mamon, gradativamente, ocupou.

Quem foi que disse:

“Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê. Jesus chorou”.
Jo. 11: 34 e 35

E quem foi que disse que Jesus chorou pela morte de Lázaro?

Quem chora, só chora pelo irremediável.
Ninguém chora por um problema que não é problema, e para o qual tem a solução.

Jesus chorou pela existência da morte, quem sabe? E pela incredulidade de muitos daqueles que assistiriam à ressurreição.

Quem foi que disse:

“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, (ou mulher), ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais, e herdará a vida eterna”?
Mt. 19:29

E quem foi que disse que devemos abandonar nossos familiares, pelos quais Jesus também morreu?

Uma coisa é não deixar (permitir) que a família impeça a nossa adesão ao salvador; outra, é deixá-la no sentido de abandoná-la.

Quem foi que disse:

“E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas e os espíritos malignos se retiravam”?
At. 19:12

E quem foi que disse que se pode ungir óleos, água, rosas, selos e moedas para produzir milagres por intermédio das unções?

Aquelas intervenções foram excepcionais, realizadas naturalmente pelo poder de Deus, sem qualquer tipo de iniciativa humana, inclusive unções de quaisquer naturezas.

“Está alguém entre vós doente? Chamem os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.
Tg. 5:14 e 15

Mas nem a unção nem o óleo podiam salvar; era o poder da palavra (oração da fé) em nome de Jesus que efetivamente curava.

Não se pode confundir óleo para unção com óleo ungido, porque óleo para unção é bíblico; mas óleo ungido é idolatria.

Mas eu fui curado por um copo de água ungida, afirmam alguns.
Não está em discussão se alguém foi (ou se diz) curado por esses meios, porque até nas religiões mais idólatras do mundo, milhares de pessoas se declaram curadas pelos ídolos.

O que se discute é: quem ou o que produziu a cura, porque Deus não pode se contradizer.

“Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra às imagens de escultura”.
Is. 42:8

Deus não pode condenar a idolatria e produzir curas por meio dos ídolos, porque “Deus não é de confusão…”
I. Cor. 14:33

Mas a Bíblia afirma que a sombra de Pedro curava, outros afirmam.

“A ponto de levarem os enfermos pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles”.
At. 5:15
O texto não afirma que a sombra de Pedro curava, mas que essa era a expectativa da população. Como, normalmente, os enfermos ficavam sentados ou deitados, e dependendo da posição do sol, quem ficasse diante deles projetaria a sua sombra no doente.

Quem foi que disse:

“Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra”?
Mt. 5:39

E quem foi que disse que as pessoas não podem se defender?

Se Israel não tivesse se defendido dos ataques dos povos inimigos antigos, há muito estaria exterminado.

Não importa se coletiva ou individualmente, a defesa é um direito universal do indivíduo.

Porque uma coisa é a defesa; outra, a vingança. E esta, Jesus sempre condenou.

Há relatos de psicólogos em todo o mundo sobre filhos de cristãos que se tornaram sacos de pancadas dos outros alunos em suas escolas, e ficaram afetados psicologicamente, porque seus pais entendiam a ordenança de Jesus Cristo ao pé da letra.
Quem foi que disse (ao moço rico):

“…Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me”?
Mt. 19:21

E quem foi que disse que os ricos têm de doar aos pobres todos os seus bens, para alcançarem a salvação?

O mundo entraria em colapso econômico quando os pobres consumissem as riquezas recebidas, se, porventura, se tomasse a declaração de Jesus ao pé da letra. Não haveria emprego para mais ninguém, porque são os ricos que produzem trabalho para os pobres.

Se Ele quisesse que todos os ricos doassem todo o seu patrimônio para os pobres, não teria aceito de Zaqueu a metade dos seus bens, como doação, nem Deus teria duplicado as riquezas de Jó.

A orientação seria para todos.

Troque de Senhor, foi a insinuação de Jesus; e no lugar das riquezas entronize Deus.

Quem foi que disse:

“Lembra-te do dia de sábado para o santificar?”
Ex. 20:8

E quem foi que disse que Deus só aceita o sábado como o único dia passível de santificação?

Os cristãos guardam o domingo desde os tempos apostólicos, e não há indícios, nas Escrituras, de que Deus esteja aborrecido.

Porque o sábado não é o mais importante.

O que importa, para Deus, é a santificação do dia; a regularidade no envolvimento com o reino dos céus.

Quem foi que disse:

“Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade?”.
At. 1:7
E quem foi que disse que quem manda no céu é Deus Pai?

Deus Pai é Senhor:

“Naquela hora exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra porque ocultaste estas coisas dos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado”.
Lc. 10:21

Deus Filho é Senhor:

“E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”.
Fp. 2:11

Deus Espírito Santo é Senhor:

“E clamavam uns para os outros , dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.
Is. 6:3

Deus Pai é intercessor:

“Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”.
Is. 59:16

Deus Filho é intercessor:

“Por isso também (Jesus) pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.
Hb. 7:25

Deus Espírito Santo é intercessor:

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossas fraquezas; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis”.
Rm. 8:26

Em outras palavras:

Deus é trino, amoroso e harmônico em suas ações. Todas as suas decisões (e ações) são decisões de consenso.

Porque se houvesse supremacia entre as pessoas da Trindade, ascendência ou obediência, obviamente, haveria um Deus maior.

O servo obediente a que a Bíblia se refere com relação a Cristo, é o Jesus homem.

Porque Jesus Deus é igual a Deus.

“Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”.
Fp. 2 6 a 8

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Jo. 1:1

Embora o título de Salvador pertença a Jesus, porque por seu intermédio realizou-se a salvação, Deus Pai é salvador, Deus Filho é Salvador e Deus Espírito Santo é salvador, uma vez que toda a Trindade participou do plano redentor divino.

A própria mãe de Jesus, Maria, chama Deus de meu salvador antes mesmo de Jesus ter nascido.

“Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador”.
Lc. 1:46 e 47

Quem foi que disse:

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus”.
Lc. 1:31

E quem foi que disse que só por Maria ser a mãe do Salvador, ela não necessitava de salvação, se ela mesma reconhece isso?

Quem foi que disse:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”?
Mt. 28:19

E quem foi que disse que missionário é só quem vai pregar o evangelho noutra terra?

Porque isso é o que Satanás deseja que pensemos; que nos excusemos dessa missão.

Todo cristão tem de ser missionário.

E quem não quiser ser missionário, não pode se autodenominar cristão.

Não precisa falar, nem saber pregar, mas pode orar e se comportar como cristão.

Seja em sua casa, na rua, no trabalho ou na faculdade onde estuda, há milhões de pessoas necessitadas de salvação.

Tomar o nome de Deus em vão não é, simplesmente, dizer “Ai meu Deus”, mas é se apresentar como cristão e não se comportar como cristão.

Quem foi que disse?

Quem disse sabia o que falava.

Nós é que custamos a entender.

PS - Celso Milan de Souza não é teólogo diplomado. Se o é teve a modéstia de não mandar o curriculum para aquele cadastro (Lattes) que tanto aborrecimento está dando. Milan é um dedicado estudioso da Bíblia. De família protestante, o bancário aposentado brinda os amigos com sua curiosidade religiosa. É um escritor primoroso. Já publicou um romance. Nestes 500 anos do nascimento de João Calvino e 150 anos da Igreja Presbiteriana, este blog recebe como presente o texto de Celso Milan.

criado por rubens_n    12:07 — Arquivado em: Sem categoria

9 de julho de 2009

ATÉ O PAPA?

Na onda para que o mundo não mais enfrente o caos econômico como o que estamos vivendo, Bento 16 emitiu sua terceira encíclica, sob o título “Caridade na Verdade”.
Nela o chefe da Igreja Católica Apostólica Romana pede nova ordem financeira mundial baseada na ética; condena o lucro a todo custo e lamenta que a ambição tenha provocado a atual crise econômica. Falou e disse!

criado por rubens_n    13:42 — Arquivado em: Sem categoria

DE TUDO FICA UM POUCO

E como tinha razão Carlos Drumond de Andrade!

Lembra-se que no mês de junho Vera e Tom estiveram por aqui? Pois é. Foram a Campinas também. E visitaram Elisa e Harry Hull. Agora Vera recebeu o texto abaixo, assinado por Eduardo Machado, que deve ser amigo do casal. Acolhê-lo é associar-me á uma excelente reflexão. Terça-feira ficamos o dia inteiro conectados com a cerimônia fúnebre. O drama de Jackson – o banimento moral que sofreu nos últimos anos, trás à lembrança a cortina de silêncio que desceu sobre Wilson Simonal na década de setenta.

Decifra-me ou te devoro

Decifra-me ou te devoro…
Assim dizia a esfinge mitológica em Édipo Rei, de Sófocles, propondo a todos que passavam o quebra-cabeça mais famoso da história, conhecido como o enigma da esfinge:
Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?
Na sequência ela estrangulava e devorava o pobre passante que se mostrava incapaz de desvendar o enigma. Daí a origem do nome esfinge, que deriva do grego sphingo, que quer dizer estrangular.
Édipo resolveu o quebra-cabeça: O animal é o homem: engatinha quando bebê, anda sobre dois pés na idade adulta, e usa uma bengala quando é ancião.
Furiosa com tal resposta, a esfinge teria cometido suicídio, atirando-se em um precipício. Versão alternativa diz que ela devorou a si mesma.
Lembrei-me dessa história diante da avalanche de notícias sobre a morte de Michael Jackson.
Não é para menos. A carreira do astro pop é uma exuberância de números, recordes, excentricidades e escândalos. Pelos menos 40 anos na mídia! Se considerarmos que morreu aos 50, é mesmo um fenômeno.
Comparo a figura do astro americano à história de outro negro famoso, o nosso Pelé. Algum tempo atrás, numa entrevista, um repórter perguntou por que o astro do futebol se referia a si mesmo sempre na terceira pessoa, como se “o Pelé” fosse uma entidade, e o Edson Arantes do Nascimento, outra.
Pelé respondeu, primeiro com um sorriso. E completou: “Faço isso para sobreviver. O mito, Pelé, alcançou tal fama e poder que corria o risco de engolir, devorar o Edson. Se o Edson queria ter vida privada, um cotidiano minimamente normal, não poderia se confundir com o Pelé, teria de guardar distância dele. A lenda, o mito, a fama, pertencem ao Pelé. O Edson é um cidadão quase comum…”.
Sábio o nosso Edson. Decifrou o enigma, o que levou o garoto pobre de Três Corações ao título de atleta do século. Ganhou todos os títulos que poderia ganhar, deixando a imagem fantástica de um jogador de futebol que já fazia arte, antes que câmeras múltiplas registrassem, por todos os ângulos, seus dribles mágicos, suas jogadas e gols inesquecíveis.
Já pensou se Pelé jogasse hoje? Teriam que inventar palavras que fossem além de fenômeno…
Michael Jackson não teve a mesma sorte ou capacidade. Nascido também negro e pobre, num país e num tempo racistas, desde a infância viu-se jogado às feras do show business, levado, segundo consta, pelas mãos de um pai de poucos escrúpulos. Com os irmãos, no grupo Jackson Five, conheceu o sucesso e a glória. A carreira solo foi conseqüência natural do seu talento. A solidão, também.
Michael não decifrou seu próprio enigma e foi sendo, aos poucos, devorado. O brilho da sua arte compensava, ofuscava seus problemas pessoais. Movimentava milhões de dólares no bilionário mundo da música pop. Se não inventou o videoclipe, Michael Jackson o colocou na categoria de espetáculo definitivo. Dois momentos ficaram, como registro indiscutível do seu talento: a coreografia de Thriller e a montagem feita com imagens de uma de suas turnês sobre a cantata Carmina Burana. Fantásticos!
Mas, aos poucos, o processo autofágico de Michael Jackson foi ficando visível em seu próprio corpo. Começou por devorar o seu rosto, estendeu-se à pele, aos cabelos, digeriu a sua cor. Vitiligo, acidente, queimadura, erro médico, muitas hipótese e especulações… Pouco importa. O que impressiona é comparar a foto do astro, aos onze anos, no início da carreira, e a imagem grotesca dos últimos tempos.
Acuado, cada vez mais estranho e amalucado, isolou-se numa mansão que chamou de Neverland, a Terra do Nunca, onde, qual moderno Peter Pan, recusava-se a crescer ou, mais provavelmente, buscava resgatar a criança que nunca pôde ser.
Vieram os escândalos, as acusações, os processos. Casou-se, curiosamente, com a filha de outro “devorado”, Priscila Presley, filha de Elvis. Descasou-se, casou-se novamente, teve filhos. O que nunca teve foi paz e sossego.
Na outra ponta da notícia, liderou campanhas beneficentes e gravou, com os melhores artistas do mundo, o maior sucesso entre as chamadas canções beneficentes: We are the world, em favor dos famintos da África.
Paradoxalmente, Michael Jackson, que alimentou a fantasia de tantos, morreu de fome de si mesmo, depois de se devorar. Ainda engatinhando, morreu às duas da tarde da vida, tentando caminhar sobre dois pés. Sua arte fica. O enigma, também.
Diante dele, duas certezas: primeira; não se devorou sozinho. Todos nós, ávidos e vorazes, tiramos nossa casquinha, cortamos nossa fatia de curiosidade mórbida.
Segundo; não existe sucesso a qualquer custo. O custo, às vezes, pode ser alto demais. Pode custar não apenas a morte. Pode cobrar o preço de toda uma vida.

Eduardo Machado
26/06/2009

criado por rubens_n    10:34 — Arquivado em: Sem categoria

7 de julho de 2009

IMAGEM E SEMELHANÇA

* Por Daniel Santos

Mãos postas, olhar pio, a carola tinha expressão seráfica na igreja onde pedia por si e pelos seus, embora sem esperanças de um aceno sequer da divindade nem mesmo de um discreto sorriso de condescendência.

Sentia-se, por isso, solitária, diminuta, diante do Deus impassível e monumental, pronto a fulminá-la ao menor deslize. Amargava, assim, certo desamparo durante as orações, uma inconsolável sensação de distância.

Às tantas, olhou ao redor, a ver se reconhecia alguém que a pudesse confortar. Ninguém. Ou melhor, apesar de estranha, uma criaturinha peluda com patas de bode acenou-lhe por trás da pilastra do templo.

Não era belo, o coisa. Mas sorria, mostrava-se receptivo e, com cabriolagens tão irreverentes quanto graciosas, pedia conivência. A carola benzeu-se, sorriu em resposta e rogou-lhe atendimento a seus pedidos.

Saíram à rua e meteram-se num beco, onde arriaram oferendas. Ao sair de lá, a mulher parecia grata, confiante. Voltou, enfim, a casa em paz com Deus. Mais ainda, com suas prementes necessidades humanas.

criado por rubens_n    16:16 — Arquivado em: Sem categoria
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://escritoronline.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.