31 de março de 2009

NOTÍCIAS DE REGINA

“Oi Pai,

Agora me encontro em Bristol com o Simon; me preparando para a longa viagem de volta para casa!
Passei uma temporada maravilhosa com os filhos e amigos e família daqui.
Foi muito especial e me sinto muito bem e feliz, revigorada, se esta e’ a palavra certa!
Os dias com a Jessica e Osian foram muito gostosos, ela esta muito bem e estudando muito, mas saímos também e conversamos bastante.
Eu acho que tem sido de grande importância estes tempos ( semanas) que passei aqui, não só’ pelo amor e carinho que recebi mas também como uma boa lembrança da vida que tive aqui. Ano passado eu vim aqui para o funeral de minha melhor amiga mas desta vez eu estive aqui para celebrar a vida.
Devo estar "pisando" na Bahia na segunda feira dia 30; morro de saudades do Ricardo e não vejo a hora de estar com ele outra vez.
Espero que tudo esteja bem com você e todos ai’.
Esperamos a sua visita em Junho ou Julho ou quando você e Ana acharem melhor.
Muito amor e carinho na Aurora e Sandra, Elza e especialmente em você.
Beijosss,
Regina”

PS- Para os que não sabem, Regina é a filha caçula. Morou toda a vida na Inglaterra. Há três anos aportou em Maraú, Bahia. Numa espécie de adeus ao velho mundo, esteve este ano na Índia e na Grã Bretanha onde moram a filha, o filho e o neto. Bons ventos a tragam de volta filha querida!

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24 de março de 2009

DOUTOR CUNHA PEREIRA - UM TACITURNO

Tive essa impressão desde a primeira vez que o vi. Seu nome por inteiro me chamou a atenção; meu amigo e protetor Canabarro Pereira da Cunha Filho, na distante Sorocaba de 1945, em contrapartida, era loquaz. Em certa tarde curitibana Fernandino Caldeira de Andrada me levou até o gabinete do diretor – presidente do jornal “Gazeta do Povo”. Apresentou-me àquele poderoso homem da comunicação, com quem troquei poucas palavras. Estive com ele, novamente pelas mãos do amigo Andrada. Confirmei a impressão : homem simpático, educado, mas de poucas palavras. Tanto Fernandino quanto o General Raymundo Negrão Torres foram colaboradores e sempre falaram bem do dr. Cunha Pereira. A posse dele e do jornalista Luiz Geraldo Mazza na Academia Paranaense de Letras atraiu multidão. Eu lá estava, acompanhando a professora Nelita Sauner, cujo falecido marido, Wilmar Sauner foi diretor de Redação da “Gazeta” por muitos anos. Nelita me contava do espírito empreendedor do dr. Cunha Pereira, do seu coração generoso. O dono da Gazeta do Povo, da Televisão associada à Globo e de muitos outros empreendimentos freqüentava a sociedade discretamente. Era raramente fotografado. Ontem, de repente, ouvi na TV Globo – Rio que ele faleceu. Valeu doutor Francisco Cunha Pereira Filho. Suas boas obras deixarão da sua passagem por aqui uma saudosa memória.

Rubens Nogueira

Rio de Janeiro, 20 de março de 2009.

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A ITAIPU CHEGOU PRIMEIRO

Os jornais contam que a família Schurmann, sempre singrando os mares em seus próprios barcos vão lançar em abril um livro: “Navegando com o sucesso”, pela Sextante, ativíssima editora dos herdeiros de Geraldo Jordão Pereira. Muito bem. Os Schurmann são um sucesso mesmo e seus projetos sempre bem recebidos.
Aconteceu que nesta semana recebi da Itaipu Binacional que é a maior usina hidrelétrica do planeta, mas não descuida da sua responsabilidade social, um kit de autoajuda. Nascida para gerar energia elétrica, hoje investe nas mais variadas formas de energia, principalmente na energia humana. Os livros são de Altemir Carlos Farinhas e tem os títulos:

1 – Dinheiro? Prá que dinheiro? (entre gastar e poupar)
Editora inVerso, 2008

2 - Cura ! Há solução para sua vida financeira
Da mesma editora - 2ª edição

As referidas publicações destinam-se a explicar que é possível vencer a crise econômica com as mesmas técnicas com que se enfrentam as ondas do mar, bem como o equilíbrio financeiro das empresas e dos indivíduos. Vou ler com atenção. Estou precisando!

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SALVE A ABI

Quem acompanhou a programação do Centenário da Associação Brasileira de Imprensa tem que cumprimentar o presidente da Entidade – Maurício Azedo. Com afinco, elegância e a garra de um jovem batalhador, o veterano jornalista, político e intelectual reuniu a nata da imprensa carioca, no dia 17 do corrente, para o coquetel de apresentação da Exposição “Traços Impertinentes”, a qual reuniu trabalhos de dezenas de profissionais, de A a Z, isto é, de Aldair a Ziraldo – (Adail José de Paula, caricaturista e compositor, trabalhou no “Diário de Notícias”; Ziraldo Alves Pinto – é o artista multimídia - ). A exposição está nos salões do histórico edifício que hoje abriga o Tribunal Regional de Justiça, av. Rio Branco, 241. O Catálogo da exposição é um luxo só. Em tempo : o evento ainda teve um show com os irmãos Chico e Paulo Caruso e do Luis Fernando Veríssimo. 

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17 de março de 2009

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

DANIEL SANTOS

Daniel Santos
De alguma potável quimera, de um sítio recôndito onde iaras e oxuns abrem seu primeiro olho, a água vaza por entre moitas de taioba e de caninha-do-brejo, numa emissão irregular, rala, só depois encorpa.

De início, silva, às vezes roufenha, de outras até gutural, como a experimentar vozes. Não há ainda o rio discursivo, o acervo manancial, o remanso generoso onde se abebera o gado, mas gotas do que é já bênção.

Abro a torneira de manhã e ela flui, enfim, canora num gorgolejante cantochão. Estendo a palma emocionada e ela se aninha na concha, miúda como no início, quando largou das distâncias para me acudir.

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10 de março de 2009

CAFÉ EM SILÊNCIO

DANIEL SANTOS

Nunca foi rapaz desses atirados que, no escuro do cinema ou na penumbra da varanda, forçam a mão da namorada a segurar pelo cabresto o que escoiceia sem aceitar doma, embora ela resista e se faça de pudica.
Mas parece que namorou algumas e até noivou, se bem não passasse disso. Depois, meteu-se de vez com os livros, tornou-se ranzinza e ainda hoje mora com a mãe que o sustenta, mas sempre lhe pede netos.
Sabe, no fundo, que ele não procriará e se pergunta nas insônias onde foi que errou. Talvez lhe faltasse pai, um homem que o escorraçasse para a rua, mode a aprender a lutar pela vida e a ganhar dinheiro.
Sabe-se lá o que faltou! O problema é esse: terá de o sustentar até o final, embora o queira distante, cuidando da própria família. E, por mais que se esforce (ah, que patético!), não sente mais por ele o antigo carinho.
A par disso, um bom rapaz, lá isso é. E prestativo. Manhãzinha, sai ainda remelento para comprar leite e pão. Estende a toalha na mesa da cozinha e chama a mãe. Tomam café em silêncio. Há tempos é assim.

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CARTA PASTOR WALDYR

Campinas, 17/02/2009

Prezado Rubens :

Agradeço a sua correspondência enviada, bem como suas palavras de ânimo, de que estou carecendo. Na cadeira de rodas, grandemente limitada, palavras como as suas são-nos muito valiosas. Espero que o nobre amigo esteja bem, com saúde, bem disposto e sempre com aquela firmeza de propósito que é marca registrada.
Aqui, vamos enfrentando a barra pesada da velhice doentia. Amélia, igualmente com altos e baixos, mais baixos que altos, pagando o alto preço da longevidade.
E os seus ? O rebento gaulês como está? Já o encontrou? Elin esteve em Campinas, por uns dias, assistindo a filha, que sofreu uma cirurgia, mas não nos vimos. Parece bem e animada, apesar das vicissitudes e limitações.
Um grande abraço, meu e da Amélia.

Como sempre,

Waldyr

Nota : Um homem admirável, um amigo querido, o reverendo doutor Waldyr Carvalho Luz vai emplacar noventa e dois anos no dia 18/03.

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POSSE ACADÊMICA

Gostaria de estar lá para atender o elegante convite:

criado por rubens_n    13:57 — Arquivado em: Sem categoria

5 de março de 2009

OS ANOS DOURADOS

Muito inspirada a capa do Jornal da ABI, nº 336, edição especial do centenário, volume 2, da Casa de Moses. Em escassas 82 páginas, com belos anúncios e históricas fotografias, o conteúdo reflete o panorama do século XX, no Rio e no Brasil, nas áreas da política, das artes plásticas, da arquitetura e, o mais importante, o fundamental: a saga do jornalismo e dos empresários de jornais – Os Marinhos, os Frias, os Chateaubriands, os Blochs, os Mesquitas, os Civitas, e muito mais…
Uma edição sensacional, grande, emocionante, educativa, maravilhosa! Valeu a pena as poucas horas dedicadas à leitura desse Jornal da ABI. Sem exagero, um repositório do que aconteceu de mais significativo na Mídia, nos últimos sessenta anos.
Precisa, deveria, chegar às mãos de cada estudante de jornalismo. Mais: a cada profissional de comunicação que esteja ralando nas rádios, nas televisões, nos jornais, nas revistas, nos blogs, etc, etc, etc.

criado por rubens_n    11:40 — Arquivado em: Sem categoria
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