29 de janeiro de 2009

VOCÊ CONTA AS BENÇÃOS!

O Hinário Evangélico é uma fonte de poesia e música da mais alta espiritualidade, capaz de elevar e consolar, dar ânimo, renovar forças, aprofundar os sentimentos mais puros. O meu exemplar é de 1953. Tive a ventura de acompanhar os trabalhos da Comissão que compilou, escoimou erros de métrica, cacófatos e outros defeitos de linguagem dos 456 hinos que compõem a segunda edição, capa em couro vermelho, editado pela Confederação Evangélica. Recordo-me que faziam parte da Comissão que elaborou o Hinário os reverendos Benjamim Moraes e Antonio de Campos Gonsalves.
De vez em quando releio o hino de número 154: “Conta as muitas bênçãos”. Foi o que fiz neste início de 2009. Com emoção cantei baixinho as quatro estrofes, mas me debulhei em lágrimas de alegria ao balbuciar o inspirado refrão:

Conta as bênçãos, dize quantas são,
Recebidas da divina mão.
Vem dizê-las, todas duma vez,
Pois verás surpreso
Quanto Deus já fez.

Acontece que vivemos distraídos. Não prestamos atenção na dádiva que é existir, participar da Criação, e pior, não poucas vezes achamo-nos fraudados em nossos desejos, eis que merecemos muito mais! Assim é que, em momento de rara lucidez, olho para trás, conto as luas, resumo em oitenta anos, seis meses e vinte e nove dias e concluo : “Se da vida as vagas/procelosas são,/ se com desalento/ Julgas tudo vão,/ Lembra as muitas bênçãos,/ Dize-as duma vez,/ pois verás surpreso/

QUANTO DEUS JÁ FÊZ.

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27 de janeiro de 2009

HOMENAGEM DIA DO APOSENTADO

 


Rubens Nogueira é homenageado no dia do Aposentado Rubens Nogueira foi um dos homenageados, no último dia 23, na solenidade comemorativa ao Dia do Aposentado, realizada na sede da Academia Brasileira de Letras – ABL, no Rio de Janeiro.

Homenagem justa: Rubens Nogueira e o diretor superintendente da Fibra, Silvio Rangel Silveira.

O evento, que tem o apoio institucional da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp e do Sindicado Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Sindapp, é uma tradição no sistema de previdência complementar brasileiro. Anualmente, as Fundações associadas à Abrapp escolhem seus participantes aposentados para receber essa homenagem.

Nascido em Sorocaba, interior de São Paulo, Rubens Nogueira foi admitido em Itaipu em 1976. Trabalhou no escritório de representação no Rio de Janeiro até 1981, quando foi transferido para Foz do Iguaçu. Sua carreira na empresa esteve ligada à área de Comunicação, no setor de Relações Públicas. Foi um dos participantes fundadores da Fibra e se aposentou em março de 1991.

O diretor superintendente da Fibra, Silvio Rangel Silveira, participou do evento representando a Fundação.

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O TEMPO PODE SER SEU ALIADO

*ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL GAZETA DO POVO EM 13-01-09-CURITIBA - PR

Alan Schlup Sant’Anna

Inexorável em sua passagem, o tempo é com freqüência o mais crítico dos fatores em muitas de nossas atividades.
Tempo é recurso assim como é o dinheiro, o conhecimento, a energia ou materiais; com duas diferenças muito importantes. A primeira delas é que o tempo não é estocável. Ou eu uso o tempo quando eu o tenho, ou o perco para sempre. A segunda diferença importante do tempo em relação a outros recursos, e esta favorável a nós, é que o tempo é o único recurso que eu conheço igualmente distribuído entre as pessoas. Ninguém pode queixar-se de que suas horas, dias ou meses sejam menores do que as horas, dias ou meses dos demais. A diferença está na maneira como nos relacionamos com este recurso.
E então? Como administrar melhor nosso precioso tempo?
Ora, sempre que se fala em administração do tempo são mencionadas técnicas e elas são de fato muito importantes, mas as técnicas por si só pouco resolverão, se não estiverem associadas a outros elementos.
Não há técnica que contribua para a administração do tempo, sem a disciplina que permita sua aplicação e sem uma mudança de mentalidade que coloque o tempo na condição de aliado. Somente então poderemos ter sucesso na utilização de técnicas.
Qual é a mentalidade ou paradigma vigente sobre o tempo? O tempo é percebido pelas pessoas, ou pela maioria delas, como amigo ou como inimigo?
A resposta é simples. A maior parte de nós vê o tempo como adversário.
Ora, trate qualquer pessoa como adversário e muito provavelmente receberá dela tratamento semelhante. Não é diferente com o tempo. Ao tratá-lo como oponente ou inimigo, é exatamente este o tratamento que você receberá dele. Este paradigma é percebido em expressões freqüentemente usadas, como: “estamos correndo contra o tempo” ou “estamos correndo contra o relógio”. A propósito, eu recomendo que tais expressões sejam evitadas. A linguagem programa a mente.
O sucesso na administração do tempo depende, portanto, de construção de disciplina pessoal, mudança de mentalidade e finalmente da aplicação de técnicas.
Temos, por exemplo, a técnica da resolução imediata, ou seja, não postergar por um único segundo aquilo que podemos fazer na hora.
Outra técnica é o exercício da priorização fundamentado na elaboração e uso inteligente de uma lista hierarquizada de tarefas. A má priorização tem muita relação com a ausência desta lista. A não elaboração da lista é freqüentemente motivada por pressa, preguiça ou excesso de confiança na memória.
Há, ainda, uma terceira técnica que pode ser chamada de lista de fatores de evasão de tempo. Trata-se de um levantamento dos comportamentos ou circunstâncias que levam alguém em particular a desperdiçar tempo. Feito o levantamento e propostas as soluções, o documento deve ir a edital e servir assim de referência para as correções de rota que se fizerem necessárias.
Existem outras técnicas para lidar com pendências ou para gerenciar melhor reuniões.
O sucesso na utilização de todos estes métodos, no entanto depende, como já mencionado, destes dois pré-requisitos, a saber: disciplina pessoal e uma nova percepção mental do tempo como aliado. Vencidos estes dois primeiros desafios, o resto torna-se extraordinariamente mais simples. Há livros e cursos sobre o tema. Naturalmente vale a pena fazer contato com eles.
A boa gestão do tempo não somente é possível, mas essencial para o nosso sucesso individual, de nossas organizações e da sociedade como um todo.

Alan Sant’Anna é escritor, palestrante e consultor, autor dos livros DISCIPLINA: O CAMINHO DA VITÓRIA e EQUILÍBRIO EM UM MUNDO DIFÍCIL - EDITORA CIRCUITO. Contato: conexao.consult@terra.com.br

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LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE

Caríssimo Rubens, Parabésn por mais esta demonstração de Amor ao Rio de Janeiro. Acredito que muito Cariocas, não conhecem esta linda Cidade como VC. VC é um virtuose na escriba. Espero este ano poder estarmos juntos . De há muito tenho um desejo de fazer uma confraternização de todos os nossos digníssimos Colegas, para uma noite ou um almoço onde VCs. escritores possam c onhecer melhor suas preferências culturais. Aceite meu abraço e espero ter o gaudio de receber mais produções desse Carioca de Coração, para uma Capixaba teimosa. Fraternalmente, Anna Telma Wainstok-

PS: Anna Telma :  Uma persistente lutadora em defesa da classe. Os RP cariocas muito devem a ela. No seu bilhete refere-se ao meu texto "Dia de São Sebastião".

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AFETO NA MARRA

DANIEL SANTOS

De vez em quando, ainda me visitam. Nem entram mais pela porta dos fundos, como antes, mas esperam que eu apareça na janela do sobrado para me acenarem amistosos. É como se dissessem “tudo bem” e se vão.

Ignoro o que pretendem desde quando me surpreenderam a sós, me imobilizaram sem violência e tiraram mostras de pêlos, unhas, saliva, sangue, pele … Um acervo a meu respeito. Ou a respeito da espécie?

Talvez estejam criando seres à minha imagem e semelhança, me desdobrando noutros mundos. Têm planos para mim e nada posso obstar! Não me querem mal, e admito certa reciprocidade, embora com cautela.

Trata-se, afinal, de afeto em desvantagem: eles me quiseram, mas eu tive de aceitar a escolha, como criança sob ordens de um adulto. Chegam a adivinhar minhas necessidades e, antes mesmo de senti-las, eles provêm!

Da duas, uma: ou sou previsível, ou assim me tornaram para imposição dessa tutela que imobiliza e conforma. Já não reajo, nem quero. E quando eles demoram a aparecer, vou até a janela dar uma espiada.

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21 de janeiro de 2009

CARTA A ARMINDA NOGUEIRA

Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2009.

Querida Arminda: Foi uma alegria receber sua carta e fotos, carta que você escreveu no primeiro dia do ano e eu respondo no dia do padroeiro da leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Estou muito feliz com sua manifestação e com a boa lembrança de confiar-me as fotos de Maria Luiza e o belíssimo poema com o qual ela homenageou o casamento Arminda/Edward – mais de quarenta e dois anos!
Diga ao André Luis para telefonar-me quando vier ao Rio. O Rios’s no aterro do Flamengo, trocou de nome: Porcão, no mesmo lugar, em frente ao Pão de Açúcar.
Um saudoso abraço,

Arminda Nogueira é professora, minha cunhada, mãe de Emerson e André Luiz. Quando se casou com meu irmão caçula, Maria Luiza enviou-lhe o seguinte poema :

Há entre nós ambos,
Demasiada emoção.
Tal é o motivo
Do que tem havido!

Toma um bocado de argila,
Molha-a, amolga-a,
E faz uma imagem minha
E uma imagem tua.

Toma-as, então, rompe-as
E adiciona-lhes um pouco d’agua.
Transforma-as de novo
Em uma imagem tua
E uma imagem minha.

Então haverá na minha argila alguma coisa tua
E na tua argila alguma coisa minha
E jamais coisa alguma nos há de separar.

Vivos dormiremos na mesma cama
E, mortos, na mesma sepultura.

Arminda e Edward:

De todo o coração lhes desejo a felicidade que só o verdadeiro amor pode proporcionar. O poema que lhes envio é um dos meus favoritos, em que um poeta chinês do século XII tão bem expressa a unidade de corpo e de espírito. Que vocês conservem ambas pela vida afora são os meus sinceros votos.

Afetuosamente,
Maria Luiza Nogueira
20-10-1966

criado por rubens_n    12:37 — Arquivado em: Sem categoria

ANA, A MOSCA, O CACHORRO…

Ana Narbone

Quando eu estava na Gazeta, a mosca que passava voando era um assuntão, e lá ia meu pensamento a perseguir a mosca, numa tirada que eu também achava, às vezes, uma maravilha. Falta-me assunto, falta-me a mosca. Onde buscá-la? Amanhã, em comemoração ao meu aniversário, vou passar uns dias em Camboriu-SC, embora deteste sol, areia, mosquito, calor, que fazer? Sou uma trégua para mim mesma, quando desligo os foguetes e deixo no ar apenas o cheiro, a fumaça. No chão, como sempre, minhas vidas chorando.

Fiquei sem saber se recebeu o que tinha que receber por
aqui ($) mas desconfiei que sim, uma vez que você foi ficando mais leve
no escrever. O fato de seu processo já ter um advogado, fechou a porta
para mim, que sou cheia de "éticas". Que bom se isso aconteceu!
Você deve estar fora do país, com a família, coisa maravilhosa! Então,
receba um feliz natal, cheio de neves, cheio de frios, que coisa boa!
Acabo de ler o livro da Maitê Proença - Entre Ossos e a Escrita, pesado,
confuso, um livro de crônicas, com bastante coisas dela e poucas, bem
poucas da vida. O escritor deve se esquecer e honrar a árvore da frente,
o cachorro do vizinho, o asfalto esburacado, o prédio de frente amarelo
É por ai que ele fica "grande", tão no meio das coisas pequeninas. Uma
noite familiar, é o que se pretende para o natal, tomara que você tenha.

Ana Narbone

criado por rubens_n    12:35 — Arquivado em: Sem categoria

CAMINHANDO PELA INDIA

É o que tem feito Regina Nogueira nos últimos dois meses. Está em retiro no Monastério de Bodhgaya. Mas não esquece a família, como demonstra o cartão postal.

criado por rubens_n    12:32 — Arquivado em: Sem categoria

A TEIA

DANIEL SANTOS

A menina nasceu com o cordão em torno do pescoço: desastrada marionete! E assim seria sempre, enredada nas linhas da vida – entendeu a mãe, cheia de presságios, mas igualmente disposta a intervir no destino.
Atenta, acudiu a garota certa noite. Presa na teia do padrasto, sentiu a aranha dos seus cinco dedos subir da coxa para o meio das pernas. Ela transida, em silêncio, sua amargura comprada com promessas de doces.
Mas a mãe não permitiu que ela se adocicasse e, após muito pensar, confiou sua guarda a uma velha amiga, uma tal que vivia de tecer rendas e, dedos de aliciante pedagogia, ensinava o ofício a meninas sem rumo.
A nova protegida aprendeu igualmente a tecer. E mais: entendeu, grata, emocionada, que mãos também fazem coisas boas. E aceitou o toque da protetora. Aceitou e gostou das inéditas delícias da intimidade.
A menarca desceu, então, na inauguração da nova idade. Agora, a paz, ela e a amiga envoltas no suntuoso aconchego das rendas, seus dedinhos hábeis tecendo e tecendo o enxoval para uma vida inteira.

criado por rubens_n    10:53 — Arquivado em: Sem categoria

15 de janeiro de 2009

COMPLETO REPOUSO

QUIM

Beijo as tuas mãos. E quando beijo as tuas mãos é porque não posso beijar mais do teu corpo porque, neste preciso momento, há tantas coisas que separam os meus lábios dos teus, do teu corpo inteiro! Beijo as tuas mãos. Beijo-as porque elas tocam em tudo que tu queres, que manipulas, que seja teu. É como se as tuas mãos possuíssem o melhor do teu mundo que eu amo mas que nunca poderei ter porque o mundo é o teu e tu o manipulas.

Olho os teus olhos, os teus gestos e sinto-te respirar, mas são as tuas mãos que beijo agora. Estão poisadas na mesa, simplesmente poisadas, e contudo contêm toda a magia da tua vida.

A minha cabeça aproxima-se da mesa sobre as tuas mãos e, mais uma vez, os meus lábios poisam nas tuas mãos poisadas. Completo repouso.

Quim

criado por rubens_n    10:00 — Arquivado em: Sem categoria
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