26 de janeiro de 2012

NOTICIÁRIO DA ACADEMIA SOROCABANA DE LETRAS 2012

Palestra sobre a trova marca o início das atividades de 2012 na Casa 52

Palestra sobre a trova como gênero literário, a cargo dos poetas Domitila Borges Beltrame, Presidente Estadual da União Brasileira dos Trovadores (UBT), e JB Xavier, de 14 às 17 horas da quarta-feira, 1º de fevereiro, marca o início das atividades da Casa 52, Núcleo de Eventos da Academia Sorocabana de Letras, situada no Jardim Maylasky, diante da antiga Estação da Sorocabana.
Saudará os visitantes, em nome da Academia, a sócia honorária Dorothy Jansson Moretti, integrante da UBT nacional, autora de dezenas de trabalhos premiados em Jogos Florais em diferentes pontos do Brasil e delegada daquela instituição em Sorocaba.
À trova se dedicaram poetas como Adelmar Tavares (Para matar as saudades, / fui ver-te em ânsias correndo… / - E eu que fui matar saudades, / vim de saudades morrendo…), Ferreira Gular (Findo o amor, espero Alice, / que me possas perdoar / - o que eu pensei mas não disse, / o que disse sem pensar…), Berta Celeste Homem de Mello, a tradutora da letra do “Parabéns a você…” (Chegas-te. Dei-te pousada, / sem saber que eras ladrão… / E ao partires dei por falta / do meu pobre coração!” e Belmiro Braga (As almas de muita gente / são como o rio profundo: / - A face tão transparente / e quanto lodo no fundo!… ) – alguns dos autores cujos trabalhos foram reunidos na coletânea “Meus irmãos, os trovadores”, organizada por Luiz Otávio em 1956 (Rio : Vecchi).

Rubens Nogueira
Correspondente da Academia no Rio de Janeiro
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CANTO

Marcio Nogueira

O amor é simples.
Amiga.
O amor é simples e solene.
Se eu tomo o teu rosto em minhas mãos.
A alma confessa-me que ousei tocar a grandeza, a vida.
Nesta hora o tempo nos abandona.
E sobre nós desce a luz de grandes segredos.
Nesta oportunidade em que os lábios sorriem imóveis.
E a alegria nos envolve em seus braços.
Sem nada pedir, e nada indagar.
Dizendo-nos apenas que existe.
E que a sua existência somos nós.
Tão frágeis e tão fortes.
Marcio Moura
Ceramista e Professor: fone 071 9997-6607

Praia do Forte - Bahia - Brasil
www.sobras.web-log.nl

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24 de janeiro de 2012

ELEGIA JUBILOSA

Expressão paradoxal, mas verdadeira, quando quem passou foi alguém como o  Rev.Reinaldo Correia da Silva.

Soube do passamento desse meu colega, cristão fiel, cerca de quatro meses depois de ocorrido, em Belo Horizonte. Nós nos comunicávamos algumas vezes por ano. Há meses não recebia telefonema dele, e não conseguia ligação. Pedi a um colega (Rev. Alvehy Martins Banks Leite, que pastoreia uma igreja em Curitiba) que se informasse a respeito. E então soube por ele, esta manhã (14.12.2011) do passamento daquele fiel ministro do evangelho, ministro da IPB.
O  Rev. Reinaldo foi pastor de diversas igrejas e, entre outras atividades, dirigiu o Brasil Presbiteriano durante alguns anos.
Mas o meu desejo maior é registrar o meu testemunho pessoal do companheirismo bom e fraterno que usufrui com o  Rev. Reinaldo. Fomos colegas de classe no SPS, Campinas, de 1950 a 1953. Nossas relações de amizade sempre foram as melhores. Paulista eu, carioca ele, nós nos dávamos muito bem, tanto em classe como no campus e em ocasionais viagens do Orfeão. O seminarista Reinaldo era dinâmico, serviçal, prestativo e simples ( a real simplicidade reflete a real profundidade da nobreza de caráter).
Para não me estender muito, concluo narrando uma experiência que justifica eloqüentemente esta elegia jubilosa:
Quando foi realizado um culto evangelístico interdenominacional no Teatro Municipal de Campinas, a Direção do SPS suspendeu as aulas naquele dia para que os seminaristas fizessem convites para o espiritual evento, que seria realizado à noite. Dos cinqüenta e poucos alunos, apenas dois cumpriram esse objetivo. Reinaldo e eu saímos de manhã e de tarde, percorrendo as ruas da cidade, convidando pessoas nas casas e os transeuntes que encontrávamos.
Á noite estávamos exaustos, nas felizes. O teatro estava superlotado e as pregações foram abençoadas e abençoadoras. Louvado seja Deus !
O que escrevo é elegia, expressão de tristeza pela perda, nesta vida, de um excelente amigo; mas é elegia jubilosa, por poder eu, com toda a sinceridade, exaltar as virtudes cristãs daquele que sempre soube proclamar as virtudes cristãs daquele que o chamou, que nos chamou, das trevas para a Sua maravilhosa luz.

Odayr Olivetti

PS . Publicado no Jornal Presbiteriano – Janeiro – 2012

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

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FRASES

Quim Preto

Às vezes não me consigo concentrar
Na vida que atravesso
Dias de cansaço a querer saber
Porque estou assim esgotado.

Descanso do mundo onde vivo
Como que a não querer saber
De onde sou, para aonde vou.

Depois, um dia, tenho saudades
Do mundo, de mim mesmo como era dantes
E de um arranco me lanço nos braços das ruas,
Nos azuis do rio, no fantástico das pessoas.

E esquecendo-me de mim de tão esquecido que estava
Encontro-me de novo no mundo que vivo
Amando todas as imperfeições, minhas, tuas e dele.

PS: Quim Preto é um lusitano de escol. Estava no oblívio. Felizmente reapareceu.

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ANA DAVIES - O RETÔRNO

Ela continua bela. Na década de setenta brilhava na TV e na revista “Manchete”. Seu nome artístico veio de Ângela Davis – a pantera negra dos americanos rebeldes.
Foi com surpresa que vi, domingo, as 11 da  manhã, no Canal 6 – TV Comunitária o programa “Tudo é arte”, produzido  por Naum Rojtenberg e estrelado pela veterana Ana Davies. Gostei !

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

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CRÔNICA DE PARIS

ANO DE DRAGÃO

É no cinco de fevereiro que ele começa, por aqui.  Mas não se trata de festejar uma nova virada de século ou de milênio. Pelo calendário budista, estamos no ano 2.543, bem avançadinhos! Ano de dragão é ano fortíssimo na hierarquia dos signos do zodíaco chinês e com dragão não se brinca. De todos os signos, representados por animais como o galo, o porco ou o cavalo, o dragão é o único imaginado pelo homem, o que lhe confere uma força extraordinária. Ele reaparece a cada doze anos e passa por um ciclo de cinco elementos: água, ar, fogo, terra, metal. O atual é de ouro e só estará de volta daqui a 60 anos.

Temos mais é que festejar essa tradição do desfile do dragão, conhecida no mundo inteiro. A manhã está linda, clara e de céu azul sem nuvem. A rua du Temple está fervendo. Na frente, como convém à norma de todo desfile, estandartes coloridos são levados por jovens. Em seguida, vem uma comitiva de respeitáveis senhores, de ternos vestidos. E logo aparecem os primeiros dragões, cada um de uma cor, todos cobertos de lamê e lantejoulas douradas, que formam as escamas de seus corpos volteantes.

O som é dado por um poderoso tambor e alguns pratos metálicos, marcando um ritmo forte. Ele ressoa pela rua estreita, nos prédios muito antigos, apertados uns contra os outros. As janelas se abrem, as pessoas espiam e o cortejo avança. Então, lá embaixo da rua, aparece o grande dragão, o pai de todos, ágil e imponente, avançando devagar num movimento sinuoso e ritmado. Maravilha!

Outros estandartes se seguem, com grupos representativos de associações. O cortejo cresce e a gente avança com ele. A rua du Temple é longa, cheia de lojas de chineses. Ali se vendem bolsas, cintos, jóias de fantasia, produtos importados, manufaturados na Ásia. No atacado e no varejo. Uma boa parte das fachadas guarda ainda nomes franceses. Outras ostentam signos asiáticos.

Os velhos lampiões de ferro foram decorados com belas lanternas de cor laranja. As lojas estão enfeitadas e abertas, os comerciantes estão lá, com suas famílias. As crianças são lindas e aproveitam para correr umas atrás das outras, fazendo graças e brincadeiras. Nas calçadas, há tabuleiros com balas, bolos de arroz, tangerinas, pistache e amendoim com casca para a gente se servir.

Um ritual começa.

Aparece um cavalheiro vestido e maquiado como figura de teatro chinês tradicional. É o Rei, acompanhado por uma moça linda, igualmente vestida dessa maneira. Ela deve ser uma princesa e leva uma bandeja com presentes, doces embalados em celofane e papel dourado. Eles são recebidos pelos comerciantes com sorrisos e cumprimentos.

No alto da porta de entrada de algumas lojas há uma espécie de buquê feito de tangerinas, alface e fitas vermelhas. Um dos dragões menores, na verdade um dragãozinho, porque formado por apenas duas pessoas, um adulto e uma criança, deve saltar bem alto e abocanhar a oferenda. O desafio não é fácil. Mas acaba dando certo, porque pela grande goela do dragão passam duas mãos. Todos os dragõezinhos se empenham e, depois da façanha, entram nas lojas e cumprimentam todo mundo, com muito riso e brincadeira. Afinal, são eles, os dragões, os portadores de felicidade e bons negócios. E nessa rua isto conta muito!

E o Rei e a Princesa continuam a fazer suas visitas protocolares, cumprimentando, oferecendo os presentes de bons augúrios e, possivelmente, agradecendo a colaboração dos comerciantes, sem o que festa não haveria.

Enquanto isso, o grande dragão avança.  Ele é grande mesmo, lindo lindo, todo amarelo, dourado e prateado, com a enorme cabeça colorida e os olhos faiscantes, olhando em todas as direções. Umas vinte pessoas formam o corpo e o fazem colear em passos ritmados pelas batidas dos percussionistas. Esticado, daria mais de cinqüenta metros de dragão.

O espetáculo fica ainda mais bonito quando o desfile chega ao cruzamento da rua du Temple com a Rambuteau. Ali, o enorme dragão se enrola e faz volteios, um foguetório espouca, o tambor e os pratos metálicos marcam o ritmo sem parar. Aplausos, fotos, máquinas filmadoras, televisão, tudo é feito para registrar o acontecimento.

Depois, o dragão e os dragõezinhos, gloriosos, continuam a caracolar pelo bairro. Eu vou atrás, como todo mundo, me dizendo que nunca tinha visto tanto chinês junto nas ruas da cidade. Pudera, Paris é a maior cidade chinesa da Europa.

Então, por tudo isso, viva o ano novo dourado do dragão!

LENY WERNECK
ANO 2000

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17 de janeiro de 2012

LITERATURA

PRÉ E PÓS-FÁCIO

Escrever romances, poesia, escrever biografias, fazer reportagens, entrevistar pessoas, todas essas atividades intelectuais povoaram sempre o meu espírito. Ao comentar o livro do padre Antonin Dalmare Sertillanges, na  semana passada fui acometido de profunda melancolia. Recompuz o imenso painel da minha longa vida. Quando meu colega Jarbas Leonel Meira emprestou-me a “Vida Intelectual”, eu estava nos meus quinze anos. Lia muito. Sonhava acordado. Vislumbrava um futuro iluminado. Agora, à beira dos 84 anos aprendi que sonhar não  custa nada. Que poucos chegam lá. Entretanto, apenas o tentar valeu, valeu muito! A partir desta confidência você poderá – se tiver ânimo para tanto – a acompanhar a trajetória de um grande escritor – que eu podia ter sido … Aguarde !

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

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EDNA CARVALHO

Recebi, ontem, em minha humilde casa a visita da senhora Edna Carvalho, ex-chefe da Assessoria de Relações Públicas da Itaipu Binacional.
Edna foi das primeiras funcionárias a integrar a equipe, na década de setenta, quando teve início a construção da gigantesca barragem no Rio Paraná, na tríplice fronteira, Brasil, Paraguai e Argentina.
Nascida em Foz do Iguaçu, especificamente no Parque Nacional, junto às Cataratas, Edna sempre representou a presença da comunidade na administração da Entidade Binacional.
Exerceu, inicialmente, as funções de Secretaria, ela, que era professora recém-formada. Ao longo dos anos demonstrou capacidade gerencial e, por doze anos exerceu com grande competência a chefia do Setor de Relações Públicas, liderando a grande equipe responsável pela recepção, a visitantes do Brasil e do resto do mundo, com acompanhamento e fornecimento de informações a respeito da maior hidrelétrica do mundo.
Agora, aposentada, Edna adora viajar. Já esteve várias vezes no exterior. Pela quarta ou quinta vez veio ao Rio de Janeiro, com seu pai, a irmã Vera e uma sobrinha. A sua visita ao antigo companheiro de trabalho foi um momento de autentica alegria. Uma honra!

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

criado por rubens_n    14:08 — Arquivado em: Sem categoria

O “TITANIC” ITALIANO

A começar pela controvertida atitude do comandante do transatlântico – menos, é claro, as vidas perdidas – tudo nesse desastre marítimo nos leva a pensar nas grandes e inesquecíveis comédias do cinema italiano.
Está sendo uma maneira irônica de a gente lembrar o afundamento – ocorrido há cem anos – do “unsinkable” vapor inglês.
Naquela ocasião, nem um só brazuca, um barão do café que fosse, estava a bordo. Agora, ah! Agora, meia centena de brasileiros  ocupavam as luxuosas cabines do “Costa Concórdia”. O Brasil mudou mesmo, para melhor !

“Informação é poder”(Claudio Pessoa)

criado por rubens_n    14:06 — Arquivado em: Sem categoria

12 de janeiro de 2012

CRIA-SE ASSIM

Quem cria tem que dormir.

Pensar bem no passado.

De tudo ser bem lembrado.

Girar o juízo como louco.

Ter a voz como um pipoco.

Ter o corpo com energia.

Ter o escudo do dia.

Conservar uma oração.

Fazer sua oração.

Ao deus da poesia.

Deve dormir muito cedo.

Muito mais cedo acordar.

Muito mais tarde sonhar.

Muito afoito e menos medo.

Muito honesto com segredo.

Muito menos guardar.

Muito mais revelar.

Para ter mais soberania.

Muito pouca covardia.

Não dormir para sonhar.

Proseguir.

Marcio Moura
Ceramista e Professor: fone 071 9997-6607

Praia do Forte - Bahia - Brasil
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criado por rubens_n    12:16 — Arquivado em: Sem categoria
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